quarta-feira, 28 de outubro de 2009

como preencher 21 polegadas

minha filha queria, para a sala da casa dela, uma estante onde coubessem a TV, o som e os livros. procurou, procurou, e achou uma quase perfeita, só com um pequeno problema: era dimensionada para uma TV de 42 polegadas, e a dela é de 21.

como não encontrou outra, comprou aquela mesma. quando colocou a TV, ficou aquele espação branco, pedindo alguma coisa pelamordedeus.
dos lados foi fácil resolver: o aparelho de som e um vaso com uma flor solitária. mas... e em cima?

ela pensou, inicialmente, num adesivo, mas acabou optando por 4 bastidores de madeira com tecidos fofos que a minha nora tinha em casa.

ficou baratíssimo (R$ 18,00 por 6 bastidores na armarinhos fernando), colorido, e preencheu bem o espaço, não acham?








sábado, 24 de outubro de 2009

fibromialgia

acho que já mencionei aqui que tenho fibromialgia, né?

pois é, eu tenho. sofro com essa síndrome há algum tempo, embora o diagnóstico tenha ocorrido só há uns 4 anos.

sinto dores pelo corpo todo durante 24 horas por dia. costumo dizer que tenho consciência de cada pedacinho dele o tempo todo. sim, pq normalmente a gente esquece que tem pernas, braços, mãos etc, não esquece? não se fica o tempo todo lembrando da perna. pois eu fico.

é uma dor absolutamente suportável, desde que eu aprendi a conviver com ela e que tomo remédios diariamente.

existem períodos de crise, e aí a coisa fica preta, porque a dor aumenta muito, e sou obrigada a tomar analgésicos, que nem sempre funcionam!

no início, durante essas crises, eu ficava deitada, nem conseguia me levantar direito. hoje já consigo executar as tarefas cotidianas , com bastante sacrifício, mas consigo. às vezes duram semanas, outras vezes só alguns dias.

minhas atividades foram bem limitadas pela síndrome. hoje só dirijo carro de câmbio automático e, mesmo assim, se dirijo mais de duas horas seguidas, sinto muita dor; sempre fui "mulher-macho", daquelas que pintam paredes, consertam chuveiros etc - hoje, não posso ficar de pé numa escada; fazer supermercado é uma tortura; faxina, nem pensar; viagens longas me assustam, porque ficar sentada muito tempo também é torturante.

essa limitação, no começo, me deixava louca, mas com o tempo passei a aceitar numa boa.

durmo no mínimo 8 horas por noite, mas acordo sempre com a sensação de ter dormido pouco, com o corpo moído, porque o sono não é reparador.
eu adoraria, um dia pelo menos, acordar me sentindo novinha em folha!!

eu voltei pra academia essa semana, depois de ficar 3 meses parada. o exercício, que é necessário e faz bem, desencadeou um crise, porque o corpo estava desacostumado com ele. foi assim também quando eu comecei, foi assim quando eu comecei yoga. juro que dá vontade de desistir, mas não posso.

ontem e hoje a coisa tá brava, muito brava! a dor tá tão forte que o marido teve de ir à feira junto comigo, pra carregar o carrinho - e olha que são só 2 quadras!
as mãos doem tanto, que está difícil até digitar esse texto.

vai ser um final de semana e tanto!

o texto abaixo resume muito bem o que sentem os que têm fibromialgia. se tiver um tempinho, leia.

(Por Norma I. Agrón (Inspirado em uma carta de Bek Oberin)

“Se ama alguém com fibromialgia, saberá que padecemos de dores severas, dia a dia, hora a hora. Isso não podemos prever. Por isso queremos que entenda que as vezes temos de cancelar coisas na última hora, e isso nos desagrada tanto como a você.
Queremos que saiba que nós mesmos temos que aprender a aceitar nosso corpo com suas limitações, e isso não é fácil. Não há cura para a fibromialgia, mas tratamos de aliviar os sintomas diariamente. Não queremos sofrer.
Muitas vezes nos sentimos angustiados e não conseguimos lidar com mais tensões do que as que temos. Se for possível, não acrescente mais tensões ao nosso corpo.
Ainda que nos veja bem, não nos sentimos bem.Aprendemos a viver com uma dor constante a maioria dos dias. Quando você nos vê felizes, isso não quer dizer, necessariamente, que não temos dor, mas, simplesmente, que estamos lidando com ela. Algumas pessoas pensam que não podemos estar tão mal se nos vêem bem. A dor não se vê. Essa é uma enfermidade crônica “invisível”, e tê-la não é fácil para nós.
Entenda, por favor, que porque não podemos trabalhar como antes não é porque somos preguiçosos. Nosso cansaço e nossa dor são imprevisíveis, e devido a isso temos que fazer ajustes em nosso estilo de vida. Algo que parece simples e fácil de fazer não o é para nós, e pode causar-nos muita dor e cansaço. Algo que fizemos ontem talvez não possamos fazer hoje, mas isso não quer dizer que não voltaremos a ser capazes de fazê-lo.
Às vezes nos deprimimos. Quem não se deprimiria com uma dor forte e constante?
Foi constatado que a depressão se apresenta com a mesma freqüência na fibromialgia ou em qualquer outra condição de dor crônica. Não sentimos dor por estar deprimidos, mas nos deprimimos pela dor e pela incapacidade de fazer o que queremos. Também nos sentimos mal quando não existe o apoio e entendimento dos médicos, dos familiares e amigos. Por favor, compreenda-nos, com seu apoio você ajuda a diminuir a nossa dor.
Ainda que durmamos toda a noite, não descansamos o suficiente. As pessoas com fibromialgia têm um sono de má qualidade, o que piora a dor nos dias em que dormem mal.
Para nós não é fácil permanecer em uma mesma posição (ainda que seja sentados) por muito tempo. Isso nos causa muita dor e leva tempo para nos recuperarmos. Por isso não vamos a algumas atividades que sabemos prejudiciais.
Não estamos ficando loucos se às vezes nos esquecemos de coisas simples, do que estávamos dizendo, do nome de alguém, ou se dizemos uma palavra errada. Esses são problemas cognitivos que fazem parte da fibromialgia, especialmente nos dias em que sentimos muita dor. É algo estranho, tanto para você quanto para nós.
Mas ria junto conosco e ajude-nos a manter nosso senso de humor.
A maioria das pessoas com fibromialgia são melhores conhecedoras desta condição que alguns médicos e outras pessoas, pois fomos obrigados a educar-nos para entender nosso corpo. Assim, por favor, se você quiser sugerir uma “cura” para nós, não o faça. Não é porque não apreciemos a sua ajuda ou não queiramos melhorar, mas porque nos mantemos bastante informados e temos nos tratado.
Nos sentimos muito felizes quando temos um dia com pouca ou nenhuma dor, quando conseguimos dormir bem, quando fazemos algo que há muito tempo não conseguíamos, quando nos entendem.
Apreciamos, verdadeiramente, tudo o que você tem feito e pode fazer por nós, incluindo seu esforço por informar-se e entender-nos.

Pequenas coisas significam muito para mim e necessito que você me ajude. Seja gentil e paciente. Recorde que dentro deste corpo dolorido e cansado continuo estando eu. Estou tratando de aprender a viver dia a dia com minhas novas limitações e a manter a esperança no amanhã. Ajude-me a rir e e a ver as coisas maravilhosas que Deus nos dá.
Obrigado por ter lido isso e me dedicado o seu tempo. Talvez agora possa me compreender melhor.”



quarta-feira, 21 de outubro de 2009

ai, ai, ai...




voltei à academia depois de 3 meses de licença por conta de uma cirurgia.

alguém aí anotou a placa do caminhão?

terça-feira, 20 de outubro de 2009

costurando

andei costurando esses dias.

fiz uma blusa e uma cortina pra mim, uma cortina e duas toalhas pra filha, e consertei um monte de roupas que estavam na cesta, esperando a vez.

me sinto tão bem quando consigo esvaziar a cesta... sabe aquela satisfação de dever cumprido? o duro é que ela já tá começando a encher de novo, e a minha vontade é inversamente proporcional à "encheção" dela.

e ainda falta a cortina do quarto da filha - as duas cabeças de vento esqueceram de comprar o tecido - e pelo menos mais uma toalha de mesa pra ela também, dessas para o dia-a-dia (tem hífen? será?).


cortina da filha






eu tenho essa máquina de passar a vapor já faz tempo, mas ela nunca foi tão útil como agora, pra alisar a cortina de linho (já pensou passar na tábua?)





toalha




outra toalha




minha cortina