Tinha programado fazer frango ao curry no jantar, mas me esqueci de descongelar o frango pela manhã. No meio da tarde, por sorte, marido estava em casa. Liguei para ele e pedi que tirasse a bandeja do freezer.
Dois minutos depois, ele me liga no serviço: "não tem frango nenhum no freezer, não, amor". Hm. Dei aquela apertadinha nos olhos, fazendo força para puxar da memória quando raios eu tinha usado os dois peitos de frango que comprei no mercado há duas semanas. Certeza que não fiz nada com eles. E certeza também que eu tinha comprado, porque ainda me lembro de pensar "poxa, achei que essas coisas fossem um tiquinho mais baratas" quando peguei as bandejinhas. Saí do trabalho e fui ao supermercado. Comprei dois peitos de frango.
Bom, para encurtar a história: cheguei em casa e fui direto pro freezer. Evidentemente, lá dentro tinha duas bandejinhas com frango. Não, eu não tenho um freezer enorme, é só um freezer de geladeira, que tem, sei lá, uns 60x40cm? Marido jura que procurou. Talvez ele tenha procurado por um frango mesmo, com penas, bico, sei lá. O negócio é que as bandejas (bem gordinhas, por sinal) estavam bem na frente dos olhos.
Agora alguém explica: por que os homens (olha a generalização!) procuram sem procurar? Por que eles acham que basta se plantar no meio da sala e dar uma olhada geral em volta para encontrar o controle remoto, por exemplo? Claro que é preciso fuçar no meio das almofadas no sofá, mas isso não é tão óbvio para eles.
Por quê, deus do céu, por quê?
PS: este post é uma "homenagem" à minha mãe e à amiga M., que sempre têm histórias parecidas para contar. Se não é o frango no freezer ou o controle remoto na sala, é a comida pronta (que não estava SOBRE o fogão, mas AO LADO, então não foi encontrada) etc. etc. etc... Melhor rir para não brigar, né?
PS2: alguém aí quer comprar um peito de frango? Tenho um monte deles no freezer...
sábado, 31 de março de 2012
quinta-feira, 29 de março de 2012
Cookies de limão com hortelã e "êmes êmes"
Fiquei dias prometendo fazer cookies com o Theo (gosto de criar expectativa! Acho que eu faço mal para pessoas ansiosas...). Estava pensando em alguma coisa com bastante apelo para crianças, ou seja, chocolate – e acho que somos todos crianças nesse ponto, né? ;)
Enfim. Hoje de manhã vi esta receita do site da Martha Stewart que parecia mucho boa e resolvi arriscar. Como o Theo topou (se ele dissesse não, eu voltaria pro cookie de chocolate, claro), lá fomos nós. É um cookie bem docinho, cheiroso e esfarelento. Super aromático com o limão e a hortelã.
A receita original levava também gengibre cristalizado. Eliminei por dois motivos: comodidade (leia-se: não tinha isso em casa) e porque achei que talvez o Theo não fosse curtir. E ele deu o toque final, espalhando m&m's, que ele chama de "êmes êmes", coisa que não estava na receita original. Ah, e usei só açúcar branco na massa, me faltou açúcar mascavo bem na hora...
Cookies de limão com hortelã e "êmes êmes"
um pouco alterada a partir daqui, ó
- 1 xícara de farinha de trigo
- 2 colheres de sopa de folhas frescas de hortelã picadas até cansar a mão, bem miudinhas
- 1 colher de sopa de raspas de limão siciliano (usei 1 limão só)
- 1/4 de colher de chá de bicarbonato de sódio
- 100g de manteiga sem sal em temperatura ambiente
- 1/2 xícara de açúcar (ou 1/4 de xícara de açúcar branco + 1/4 de xícara de açúcar mascavo, se preferir)
- 1/2 colher de chá de extrato de baunilha
- 1 gema a temperatura ambiente
- açúcar cristal para cobrir os cookies
- 1 1/2 pacote de m&m's
Preaqueça o forno a 180º. Forre uma assadeira grande com papel manteiga. Em uma tigela, junte a farinha de trigo, a hortelã picada, as raspas de limão e o bicarbonato de sódio (se quiser usar gengibre cristalizado picadinho, adicione aqui 2 colheres de sopa dele) e reserve. Na betedeira, coloque a manteiga, o açúcar, a baunilha e a gema e bata até ficar fofo, raspando as laterais de vez em quando para misturar bem. Adicione a mistura de farinha aos poucos e bata para combinar.
Jogue um tanto de açúcar cristal em uma tigela pequena. Usando uma colher, faça pequenas bolinhas de massa (é bem fofo, não dá para enrolar, só moldar mais ou menos com a colher) e passe pelo açúcar cristal para cobrir. Disponha na forma deixando espaço suficiente para crescer, pelo menos 2 ou 3 dedos entre cada cookie. Aperte levemente cada bolinha para achatar um pouco e enfeite como quiser com os m&m's. Leve ao forno por 15 a 20 minutos, até dourar levemente. Deixe esfriar antes de retirar da forma, para não quebrar.
Enfim. Hoje de manhã vi esta receita do site da Martha Stewart que parecia mucho boa e resolvi arriscar. Como o Theo topou (se ele dissesse não, eu voltaria pro cookie de chocolate, claro), lá fomos nós. É um cookie bem docinho, cheiroso e esfarelento. Super aromático com o limão e a hortelã.
A receita original levava também gengibre cristalizado. Eliminei por dois motivos: comodidade (leia-se: não tinha isso em casa) e porque achei que talvez o Theo não fosse curtir. E ele deu o toque final, espalhando m&m's, que ele chama de "êmes êmes", coisa que não estava na receita original. Ah, e usei só açúcar branco na massa, me faltou açúcar mascavo bem na hora...
Cookies de limão com hortelã e "êmes êmes"
um pouco alterada a partir daqui, ó
- 1 xícara de farinha de trigo
- 2 colheres de sopa de folhas frescas de hortelã picadas até cansar a mão, bem miudinhas
- 1 colher de sopa de raspas de limão siciliano (usei 1 limão só)
- 1/4 de colher de chá de bicarbonato de sódio
- 100g de manteiga sem sal em temperatura ambiente
- 1/2 xícara de açúcar (ou 1/4 de xícara de açúcar branco + 1/4 de xícara de açúcar mascavo, se preferir)
- 1/2 colher de chá de extrato de baunilha
- 1 gema a temperatura ambiente
- açúcar cristal para cobrir os cookies
- 1 1/2 pacote de m&m's
Preaqueça o forno a 180º. Forre uma assadeira grande com papel manteiga. Em uma tigela, junte a farinha de trigo, a hortelã picada, as raspas de limão e o bicarbonato de sódio (se quiser usar gengibre cristalizado picadinho, adicione aqui 2 colheres de sopa dele) e reserve. Na betedeira, coloque a manteiga, o açúcar, a baunilha e a gema e bata até ficar fofo, raspando as laterais de vez em quando para misturar bem. Adicione a mistura de farinha aos poucos e bata para combinar.
Jogue um tanto de açúcar cristal em uma tigela pequena. Usando uma colher, faça pequenas bolinhas de massa (é bem fofo, não dá para enrolar, só moldar mais ou menos com a colher) e passe pelo açúcar cristal para cobrir. Disponha na forma deixando espaço suficiente para crescer, pelo menos 2 ou 3 dedos entre cada cookie. Aperte levemente cada bolinha para achatar um pouco e enfeite como quiser com os m&m's. Leve ao forno por 15 a 20 minutos, até dourar levemente. Deixe esfriar antes de retirar da forma, para não quebrar.
quinta-feira, 22 de março de 2012
Bolo de limão com frutas vermelhas, porque o Theo queria!
O Theo adora bolo com frutas vermelhas na massa. Toda vez que faço bolo na casa da minha mãe, ele pede para que eu coloque amora ou blueberry. E pedido do Theo, para mim, é praticamente uma ordem – sou uma tia super coruja, sabem como é.
Usei uma receita anotada numa folha solta de caderno pela Paulinha, a moça que trabalha na vizinha da frente, e só acrescentei as frutas do Theo. A Paulinha faz este bolo com cobertura, um glacê de limão bem saboroso, mas para bolos do dia-a-dia eu prefiro sem nada mesmo. Mas aí, verdade seja dita, o gostinho de limão fica beeem suave mesmo.
Outra coisa: eu usei amoras e blueberries congeladas-porém-descongeladas (deu para entender, né?), envoltas em farinha de trigo, mas acho errei na hora de misturá-las à massa: misturei antes de colocar na forma e todas foram parar no fundo. Penso que se eu tivesse despejado a massa na forma e DEPOIS jogado as frutinhas, afundando-as uma a uma com a ajuda de uma colher, elas teriam ficado espalhadas pela massa. Mas só penso, não tenho certeza, não... Se alguém souber, me conta?
Bolo de limão com frutas vermelhas
- 1 xícara de manteiga sem sal
- 1 1/2 xícara de açúcar
- 4 ovos
- 2 xícaras de farinha de trigo
- 1 colher de sopa de fermento em pó
- 1 colher de sopa de raspas de limão (usei as raspas de um limão taiti + um limão siciliano)
- 1/4 de xícara de leite
- 1 xícara de frutas vermelhas (usei amoras e blueberries)
Preaqueça o forno a 180º. Na batedeira, misture a manteiga e o açúcar e bata até ficar fofo e claro. Acrescente os ovos, um a um, batendo entre as adições. Depois, coloque aos poucos a farinha e as raspas de limão. Quando estiver bem misturadinho, jogue o fermento e bata só para misturar. Por fim, acrescente o leite e bata mais um pouco para ficar homogêneo. Despeje a misture em uma forma untada e enfarinhada (não fiz isso pois usei uma de silicone, de buraco). Jogue um pouquinho de farinha sobre as frutas vermelhas e chacoalhe a xícara para que a farinha envolva tudo. Jogue as frutas sobre a massa aos poucos, afundando-as com a ajuda de uma colher (como eu disse, não foi assim que eu fiz, mas fica a sugestão de como eu acho que seria melhor fazer...). Leve ao forno por cerca de 50 minutos, ou até o palito sair limpo.
sexta-feira, 16 de março de 2012
♪ eu não sou daqui ♪
meu marido tem alguns amigos, amigos mesmo, do tempo do ginasial (pra quem é novinho: ginásio corresponde à parte final do ensino fundamental, da 4ª à 8ª série) e colegial, do colégio conde josé vicente de azevedo, no bosque da saúde, aqui em são paulo.
quando se encontram ficam se lembrando dos colegas, dos professores, dos "causos"...
agora ele e mais 2 vão fazer um blog que será meio que uma continuação de um jornal que editavam lá na época do colegial, guardadas as diferenças de época, de arrebatamento, de liberdade de expressão e por aí vai. até o nome será o mesmo.
confesso que morro de inveja dessas amizades de tantos décadas, que continuam fortes a ponto de partilhar um blog.
eu nasci na casa do meu avô paterno, em colina, numa grande fazenda onde ele tinha um armazém - que era chamado de "venda" - que vendia de tudo um pouco aos colonos.
depois dessa fazenda, e até os 7 anos, morei em casas de colônias em outras fazendas, ou em sítios isolados. aos 7 anos fui pra cidade, onde fiquei por cerca de 1ano e fiz o 1º ano primário. não consegui estabelecer nenhum vínculo com nenhum desses lugares, porque foi muito pouco tempo em cada um.
aos 8 vim pra são paulo e fui morar na zona norte, no jardim brasil, onde terminei o primário e fiz o ginásio. eu não era paulistana, e não me sentia assim. ali não era o meu lugar.
depois fui estudar em santana, com uma turma completamente nova, e ali também não era o meu lugar, eu só estava lá.
então, eu sinto que, tanto criança quanto adolescente, eu estive de passagem nos lugares, ou assim me senti, e acho que foi isso que atrapalhou minhas amizades e bloqueou minha memória.
eu me lembro de pouquíssimas pessoas que estudaram comigo, de pouquíssimos professores, e é como se todo aquele período se resumisse a um rápido trailer, com pouquíssimas cenas meio desfocadas e atores sem rosto.
aliás, na minha toda tem sido assim. eu nasci e morei 7 anos em colina, mas nunca me senti colinense; morei dos 8 aos 31 em são paulo e não era paulistana, aliás, odiava a cidade; fiquei em são joão da boa vista 2 anos e nunca fui sãojoanense; em itu foram 16 anos sem ser ituana; desde 2006 de volta a são paulo, estou começando agora a gostar da cidade e, quem sabe, a me tornar paulistana.
será que dessa vez vai?