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quinta-feira, 23 de junho de 2011

passeio por buenos aires



eu e a mariana demos uma passeadinha por buenos aires na semana passada. passeadinha mesmo, só 3 dias.

ela tinha (olha a cacofonia, fátima!) uma promoção de milhas e, como os maridos não podiam ir, fomos as duas, dessa vez mais pra fazer compras (pulôveres e casacos de lã) que pra passear.

confesso que foi uma viagem meio cansativa - ao contrário das anteriores - e tensa. cansativa por causa das sacolas de compras que a gente arrastou pra lá e pra cá; tensa por causa das cinzas do vulcão chileno, que deixaram uma expectativa maluca tanto na ida quanto na volta. 

embarcamos num domingo de manhã, depois de os voos terem ficado suspensos quase a semana toda, e de os aeroportos de buenos aires fecharam novamente em seguida.

a volta estava marcada para as 22:40 horas da 3ª feira, mas os aeroportos continuavam fechados, com todos os voos cancelados ou suspensos até o início da noite. fomos para o aeroparque (aeroporto localizado na cidade de buenos aires, bem mais perto que o de ezeiza, e que está sendo usado para pouso e decolagens de aviões menores) de malas e cuia, sem saber se embarcaríamos.

no final deu certo, e o nosso voo parece ter sido o único que decolou naquela noite :)

dessa vez descobri uma coisa que não tinha notado antes: difícil achar coisas diet na cidade! estava precisando manter minha glicemia sob rigoroso controle, mas a ansiedade vulcânica pedia doce. procurei nos mercadinhos (inclusive carrefour express) e nos kioscos (*), e só achei, em um deles, um chocolate bem ruinzinho, que não chega aos pés dos que a gente tem aqui. e só!

na parte gastronômica, uma decepção: o restaurante el claustro, de que eu tanto gostava, não existe mais. no seu lugar, uma torteria chamada como en casa. como era horário de almoço e tínhamos fome de carne, não experimentamos os belíssimos sanduíches. 
a apresentação dos pratos me lembrou a do finado restaurante, mas não sei, e não consegui descobrir, se os donos/chefs são os mesmos.

de resto, não experimentamos nenhum restaurante novo, até por falta de tempo e excesso de cansaço :)



só tiramos fotos na feira de santelmo, que visitamos no domingo, logo que chegamos. é uma delícia passear pela praça e depois seguir pela calle defensa, em meio a uma multidão, visitando as lojas e admirando as mais diversos tipos que se apresentam na rua.






quem leu as revistas da mafalda se lembra dessas garrafas de soda. a nana comprou uma.

comprei uma tela, depois de uma longa negociação.


essa feira é uma delícia para os olhos!

chique.

olha só o casaco de pele de leopardo!

juro que pensei em comprar aquela plaquinha "gallinero" pra
minha casa, mas achei que ia pegar mal...rsrs


(*) kioscos, para quem não conhece, são umas mini-mini-lojinhas (quiosques, mas que não ficam na calçada) que vendem doces, refrigerantes, cigarros etc, e de onde, na maioria, se pode pode fazer ligações telefônicas (são os locutórios) e usar internet, pagando pelo tempo utilizado.
normalmente são meio bagunçadinhos, um pouco sujos e com atendimento ruim. existem os kioscos e os maxikioscos que, como o nome já diz, são maiores e melhor organizados, quase uma loja mesmo.
devem existir centenas deles espalhados pela cidade, às vezes mais de um no mesmo quarteirão.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

inhotim


eu já fui a belo horizonte outras vezes, pq tenho uma cunhada que mora lá. mas no feriado de 9 de julho um casal amigo sugeriu que fôssemos a turismo, com o objetivo principal de conhecer inhotim.

nós embarcaríamos num vôo da tam na quinta-feira à noite em congonhas, e os nossos amigos sairiam de viracopos, pela gol, mais ou menos no mesmo horário.
de manhã minha amiga descobriu que tinha feito alguma besteira com a compra online, e que a transação não tinha sido completada. resultado: não tinha passagens e, se quisesse viajar pela gol ou pela tam, teria de pagar o quádruplo do preço que teria pago inicialmente - a passagem dela era promocional.

achou, então, um vôo da azul, no sábado bem cedinho, com um preço bem legal, e com a volta também a preço promocional. ela ficaria só 2 dias em belo horizonte, mas quis ir mesmo assim. o site da empresa estava um pouco instável, mas ela conseguiu comprar os 2 bilhetes.
poucos minutos depois recebeu e-mail confirmando a compra de quatro passagens! ligou lá, explicou o ocorrido e pediu o cancelamento de duas.

à noite, quando eu já tinha embarcado, ela resolveu fazer o check-in pela internet, e constatou o quê?? que não tinha nenhuma passagem em nome dela ou do marido!!! a infeliz da atendente havia cancelado todas! ela rodou a baiana, mas não teve jeito, não tinha mais nenhum lugar naquele vôo, só mais tarde, e aí já não valia mais a pena.

enquanto isso eu já estava lá, brigando com a vivo pq nem o meu celular nem o do marido funcionavam - descobri depois que a vivo minas gerais utiliza uma tecnologia incompatível com nossos pobres aparelhos, que não são quadriband :(

nós tinhamos planejado alugar um carro e visitar inhotim na sexta-feira, mas, como acabamos ficando sozinhos, mudamos de idéia e fomos no sábado, usando um ônibus que sai da rodoviária às 10 horas e retorna às 16 horas.

gente, o lugar é simplesmente ma-r-a-vi-lho-so! imaginem o paraiso, tirem os anjinhos, as harpas, os sanduíches de phihadelfia e outras frescuras. é inhotim.

vegetação exuberante, paisagismo perfeito - dedo de burle marx - silêncio na medida certa, limpeza invejável, confortáveis bancos talhados em imensos troncos de árvores, tudo lá te convida a ficar em paz, a andar devagar, a contemplar, simplesmente contemplar...







além de jardim botânico, inhotim é um museu de arte contemporânea. existem obras expostas a céu aberto, e outras em  diversas galerias espalhadas pelo parque.




nós optamos por começar a visita pelo "lado errado" e deixamos de visitar as galerias que, segundo nos disseram, eram as mais interessantes.

vou confessar que nem eu nem o marido somos amantes dessa arte contemporânea que necessita de muita explicação do autor ou dos experts pra ser entendida. gostamos mais daquela arte que, ou representa alguma coisa, claramente, ou é bonita aos olhos. ponto.
não conseguimos ver beleza nenhuma em um barco de cabeça pra baixo, sustentado por algo que parece ser varas de pesca. marido ficou procurando explicação pra aquilo, e até achou uma bem engraçada! depois uma amiga (de são paulo/itu que a gente encontrou perdida por lá) nos disse que uma monitora explicou que aquele barco é feito de um mogno já extinto, e que o artista pretendeu fazer dele a representação de uma árvore :/



bom, mas pra quem gosta é um prato cheio, cheíssimo! artistas consagrados tem lá suas obras expostas - adriana varejão, cildo meireles, hélio oiticica, vik muniz, tunga, e por aí vai...

o restaurante tem uma comida deliciosa mas, se você não for cedo, precisa fazer reserva. muito bom comer olhando o verde em volta!



inhotim é um lugar pra ir uma, duas, várias vezes, até conhecer de cor todos os caminhos. eu voltarei, com certeza!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

el claustro - buenos aires

detesto comer em lugares barulhentos, com música alta, onde não se ouve nem a música, nem a conversa de quem está ao seu lado. meu marido então, abomina! é capaz de nem sair de casa, só pra não passar raiva.

pois bem. em buenos aires há um restaurante muito interessante, onde as pessoas parecem ter medo de falar alto, o que resulta num ambiente calmo, quase religioso.

e religioso não é um adjetivo exagerado, já que ele funciona dentro de um antigo monastério, o de santa catalina de siena. 

o prédio, que é monumento histórico nacional, está localizado bem no centro de buenos aires (ou microcentro, como dizem eles), na calle san martín, 705.
foi construído na primeira metade do século XVIII, e abrigava 40 religiosas em igual número de celas. ao lado do monastério, no mesmo edifício, ergueu-se a igreja de mesmo nome.

as monjas se mudaram de lá em 1974, e em 2000 teve início o  processo de restauração do prédio, que atualmente pertende ao arcebispado de buenos aires.

uma placa de vidro quase invisível para os transeuntes, fincada defronte à igreja e separada alguns metros da calçada, avisa a quem atravessar o portão - sim, tem um portão separando a igreja da rua - que lá funciona, só para o almoço, o restaurante el claustro.

depois de atravessar alguns corredores e um pátio arborizado - onde também se pode almoçar - chega-se ao restaurante.


as mesas se espalham pelo que devem ter sido celas de monjas. as paredes, com janelas baixas, têm mais de meio metro de espessura.



ao ler o cardápio, a primeira surpresa: o menu não tem nada de religioso. alguns pratos não tem nome, mas descrição da composição. dão água na boca e fica difícil escolher.

quando chegam os pratos, a segunda surpresa: são bonitos, muito bem trabalhados. quando fui lá pela primeira vez, meu filho, que não come quase nada, pediu bife e batatas - que não constam do cardápio - e levou um susto quando recebeu um prato que tinha até flor na decoração!

a terceira e mais grata surpresa vem aos poucos, na medida em que se vai saboreando a comida. é gostosa, muito gostosa!!

olha só o que nós comemos, por 268 pesos:

terrina de verduras mediterráneas con ajo confitado y chipirones



plato de variedad de quesos, tostadas de campo frotado con ajo y tomate con mezcla de hojas en aliño de aceto e hierbas

  



entrecote de ternera con crostas de especias, hongos cocidos a la mediterránea, puré rustico de puerro y vegetales salteados

 
  

  nuestro grill con puré

 
      

lasagna de vegetales gratinada con crema de variedad de quesos (minha irmã disse que a massa era divina, macia como a de panqueca)
 



cheesecake de mango con frutos rojos



brochete de frutas



brownie sobre mousse de chocolate, shot de shambayon y helado

segunda-feira, 24 de maio de 2010

buenos aires azul e branco


cartaz na av 9 de julho

nós, brasileiros, somos muito patriotas em época de final de copa do mundo: colocamos bandeiras nas janelas, nas antenas dos carros, nas vitrines de lojas; pintamos de verde e amarelo as ruas e muros, e até vestimos as cores da bandeira.

mas é só nessa época. nunca vi a cidade verdeamarelada para comemorar nossa independência - exceção feita aos prédios públicos, bancos e assemelhados, mas estes sempre têm bandeira hasteada.

fiquei, portanto, abismada de ver com que paixão os argentinos - pelo menos os portenhos - festejam sua independência (estive uma semana em buenos aires, voltei no sábado, 22).

na próxima terça, 25, o país celebra o bicentenário da revolução de maio, marco inicial da libertação do domínio espanhol, e os eventos começaram já na sexta-feira passada.

faz parte da festa a reinauguração do teatro colón, que será hoje à noite - inclusive com picuinhas políticas entre o prefeito de buenos aires e a presidenta da argentina, já que o primeiro avisou que não quer a presença do 1º marido, e a presidenta, por sua vez, disse que então ele pode comemorar tranquilo, sem a presença dele... e dela!


teatro colón, no dia 17/05, ainda com tapumes

a cidade, literalmente, cobriu-se com as cores nacionais. há bandeiras, faixas e azul e branco por toda a parte: janelas, sacadas, vitrines, antenas, caixas de engraxates, fontes luminosas, vasos, lapelas, gravatas (alguns recepcionistas do meu hotel usavam gravatas azuis, e todos usavam fitinha azul e branca na lapela, mas eu não fotografei. pena...), roupas, canteiros, iluminação de prédios e, lógico, no obelisco da avenida 9 de julho!



porta do café tortoni



prédio no micro-centro



praça san martín




prédio residencial




hotel colón




prédio residencial




obelisco





recepção do hotel




a famosa calle florida





no carro forte




no taxi





no restaurante em puerto madero




a bandeira de flores no jardim da praça na av. 9 de julho



e de lego no aeroporto internacional




no guarda corpo do mesmo aeroporto




na fonte das galerias pacífico






e na coluna do mesmo shopping





enfeitando ostensivamente a vitrine




e essa outra




e essa, mais discreta



nem a burger king escapou




um poncho bem patriota




até os protestos da plaza de mayo são azuis




prédio na av 9 de julho



prédio residencial





prédio comercial




prédio residencial



prédio residencial



prédio misto