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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Sopa de cebola IV

Os portugueses costumam começar as refeições com uma sopa, no inverno ou no verão. Acho curioso, porque sopa pra mim é prato único, geralmente quente (gazpacho, alguém? Adoro, mas, né. Não conta), de preferência com uma torradinha, às vezes um tanto de pimenta (esquenta!). Mas nada contra. Se eu for para lá de novo algum dia, topo fácil entrar na dança (em Roma faça como os romanos).

Minha mãe é tipo a louca da sopa, costumamos dizer que se ventar mais fresquinho ela já procura o panelão, e não é tão brincadeira assim. Eu janto lá na casa dela com bem menos frequência agora, mas ela não mudou isso, tenho certeza. "Old habits die hard", como diria o pai do filho da Luciana.

Esta receita de sopa de cebola veio de um daqueles livros de culinária velhos e feios, sem fotos no meio e com uma capa horrorosa, verde-amarronzada. O tipo de livro no qual eu nunca, nunca mesmo, investiria dinheiro (por isso mesmo ele pertence à minha mãe e não a mim). Sentiu o preconceito?

Não sei de onde veio o tal livro. Só sei que esta receita saiu dele e tem o excelente título de "Sopa de cebola IV". Não testei "Sopa de cebola I", "Sopa de cebola II" ou "Sopa de cebola III", e depois de fazer a "Sopa de cebola IV" não pretendo testar nenhuma outra. Aliás, faça um favor a si mesmo: esqueça outras sopas de cebola. As que levam vinho, as que são batidas no liquidificador para virar creme, nada disso é necessário, é só dinheiro e/ou tempo gasto à toa. Esqueça o preconceito de colocar creme de leite na sopa, definitivamente. Esqueça livros bonitos com fotos lindas e bem produzidas. Faça esta receita. Nem que seja para discordar e vir aqui ralhar comigo pela falta do vinho ou pela adição do creme de leite ou mimimi. A beleza da vida tá nisso. [Pura mentira, eu quero elogios à minha escolha de sopa, só elogios, muitos elogios, porque esta é a melhor sopa de cebola e ponto final]

E, para ficar ainda melhor, é uma sopa que dá pra fazer tipo hoje à noite, porque são ingredientes que geralmente temos em casa. E aqui em São Paulo tá frio! ;)



Sopa de cebola IV

- 400g de cebola cortada em tiras médias (isso dá 2 cebolas grandes, em tiras de mais ou menos meio centímetro)
- 1 e 1/2 colher de sopa de manteiga
- 1 litro de caldo (usei de legumes, mas na receita fala carne ou frango)
- 100g de queijo parmesão ralado grosso
- 1 colher de sobremesa de farinha de trigo
- 200ml de creme de leite (de caixinha mesmo, não fresco)
- sal e pimenta do reino a gosto
- fatias médias de pão (usei pão italiano e cortei em fatias de uns 2,5 cm) dourados no forno com manteiga

Doure as tirinhas de cebola na manteiga. Junte a farinha de trigo e mexa bem até dissolver. Vá despejando o caldo de legumes aos poucos, mexendo bem para não formar grumos com a farinha. Deixe ferver por cerca de 30 minutos. Junte o creme de leite e tempere com sal e pimenta do reino. (a receita manda juntar também metade do queijo ralado, mas eu não fiz isso, deixei tudo para o final).

Despeje em três ou quatro potes refratários individuais (se preferir, use uma vasilha única, mas tem menos charme), coloque uma fatia de pão sobre cada pote e cubra com o queijo ralado.

Leve ao forno para gratinar.

domingo, 5 de maio de 2013

nhoque de mandioquinha com molho mediterrâneo






adoro mandioquinha, e no dia 29* de abril vi no uol uma receita de nhoque que me deixou com água na boca.
aproveitei que os filhos - que não gostam de mandioquinha nem de nhoque - não vinham almoçar, e fiz pra mim e para o marido.
no final a natália apareceu à noite, experimentou e gostou!
o molho também foi uma surpresa, porque eu nunca tinha feito só com alho. ficou ótimo!


nhoque de mandioquinho com molho mediterrâneo
receita daqui



Nhoque




  • 1 quilo(s) de batata salsa (mandioquinha ou batata barôa)
  • Sal a gosto
  • 3 colher(es) de sopa de azeite de oliva
  • 1 ovo
  • 1 e 1/2 xícara(s) de café de farinha de trigo (eu precisei usar mais um pouco, talvez porque a mandioquinha tivesse mais água, sei lá)

Descasque e cozinhe a mandioquinha até que fique macia. Ainda quente, esprema para obter um purê e deixe amornar. Junte o sal, o azeite e o ovo. Acrescente a farinha de trigo e misture bem. 

Faça rolinhos com a massa e corte no tamanho desejado, mas não muito grandes. (eu usei a nhoqueira diretamente na panelaCozinhe em levas na água fervente com sal até que subam à superfície.
como o processo de cozinhar os nhoques é um pouco demorado eles ficam meio frios. então, depois que estavam prontos eu fervi água em outra panela e joguei todos lá dentro pra dar uma esquentadinha.

Molho

  • 4 dentes de alho fresco
  • 1/3 xícara(s) de chá de azeite de oliva
  • 2 latas de tomate pelado
  • 6 folhas de manjericão fresco
  • Sal a gosto

Corte os dentes de alho em metades e refogue no azeite de oliva. Acrescente o tomate pelado já cortado. Se quiser um molho homogêneo, bata os tomates no liquidificador (eu não bati). Acerte o sal e finalize com as folhas de manjericão. Sirva sobre os nhoques.









*Diz a lenda que no século IV, em um dia 29 de dezembro, São Pantaleão perambulava por um vilarejo da Itália. Faminto e vestido como um andarilho, Pantaleão bateu na porta de uma casa pedindo algo para comer. Apesar de ter pouca comida, a família não se importou em dividir o nhoque com o santo, cabendo a cada um apenas 7 pedacinhos. Depois de se alimentar, São Pantaleão agradeceu os anfitriões e partiu. Mas para a surpresa dos membros da família que acolheu o santo, quando eles foram recolher os pratos da mesa, encontraram dinheiro embaixo de cada um deles.

Vem daí a tradição de se comer o nhoque da fortuna (ou da sorte, como também é chamado) no dia 29 de cada mês. O ritual manda que se coloque uma nota ou moeda de qualquer valor embaixo do prato. Em seguida, a pessoa deve ficar em pé e se concentrar para fazer 7 pedidos, ou seja, um para cada pedacinho de nhoque que deve ser comido ainda em pé. Depois, a pessoa pode se sentar e comer o restante do prato à vontade. Quanto ao dinheiro usado na simpatia, muitos o guardam até o próximo dia 29, para garantir a fartura. Já outros preferem doá-lo a alguém ou, se for em um restaurante, deixá-lo para quem os serviu. daqui

domingo, 17 de março de 2013

Bolo de cacau, café e uísque

Bolo de cacau, café e uísque? Ah, por que não? Não bebo, nunca tive uma garrafa de uísque na vida, então um colega ofereceu a quantidade necessária para que eu fizesse a receita e levasse ao trabalho, então topei.

Receita fácil, sem batedeira, para comemorar o dia de Saint Patrick (tô brincando, não sou irlandesa e acho um tanto quanto curioso comemorar o dia de um santo com bebida alcoolica). O pessoal do trabalho gostou. O bolo fica bem escuro e pouco doce. Cheguei até a fazer um brigadeiro molinho para quem quisesse jogar por cima, mas alguns preferiram comer o bolo separado do brigadeiro – chocolate nunca é demais no meio de uma tarde no trabalho, não?



Bolo de cacau, café e uísque

(xícara de 240g)
1 ¼ xícara de cacau em pó (e mais um pouquinho  para untar a forma, se for o caso)
200g de manteiga derretida
1½ xícara de café forte, já preparado
½ xícara de uísque (da marca que vc preferir. Usei Johnny Walker red label)
2 xícaras de açúcar
2 xícaras de farinha de trigo
1½ colher de chá de bicarbonato de sódio
½ colher de chá de sal
2 colheres de chá de extrato de baunilha
2 ovos grandes

Preaqueça o forno em 180º. Unte uma forma de buraco com manteiga e polvilhe cacau em pó (vc pode usar farinha, mas o cacau não deixa o bolo branco depois). Eu usei uma forma de silicone, então não precisei untar.
Em uma panela grande (melhor se tiver fundo grosso), derreta a manteiga. Adicione o uísque, o cacau peneirado e o café já preparado e mexa até dissolver o cacau (usei um fouet para facilitar), sempre em fogo baixo. Adicione o açúcar e mexa só até dissolver. Desligue o fogo, tire a panela de cima do fogão e deixe a mistura esfriar por uns 10, 15 minutos.
Em uma tigela, peneire o sal, o bicarbonato e a farinha. Reserve.
Bata os ovos com um garfo e adicione a baunilha, batendo mais até misturar. Adicione os ovos à mistura de cacau que está na panela (cuidando para que já não esteja quente, senão os ovos vão cozinhar) e mexa para misturar. Aos poucos, acrescente os ingredientes secos e já peneirados na panela, mexendo sempre com o fouet para misturar bem.
Despeje a massa na forma preparada e leve ao forno por cerca de 50 minutos. Faça o teste do palito para saber se já está assado.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Bolo de gengibre com geleia

Este bolo é daqueles que deixam a casa com um cheirinho ótimo enquanto estão assando. Eu, como sempre, troquei ingredientes para aproveitar o que tinha em casa. Sou péssima para seguir receitas ao pé da letra! :)

Neste caso, troquei a geleia de laranja com casca (que me parece ótima, mas que eu teria de comprar) por uma geleia de cerejas pretas bem boa que tinha na geladeira. Depois fiquei pensando que poderia ter feito a geleia também, que é a coisa mais fácil do mundo de se fazer, mas, enfim. Fica pra próxima.

Pontinhas queimadas, mas bom mesmo assim!

Bolo de gengibre com geleia
daqui

- 225g de farinha de trigo
- 175g de manteiga em temperatura ambiente
- 175g de açúcar
- 3 ovos
- 1 colher de chá de fermento em pó
- 1 colher de chá de canela em pó
- 1 colher de chá de gengibre em pó
- 150g de geleia (a receita diz de laranja com casca, eu usei de cerejas pretas - esta aqui)

Preaqueça o forno em 180º. Unte uma forma com buraco no meio ou uma daquelas de bolo inglês (usei uma forma de silicone, sem untar). Na tigela da batedeira, peneire a farinha e depois acrescente os demais ingredientes. Bata até ficar bem homogêneo. Leve ao forno até dourar (o livro dá uma dica: se começar a dourar demais, cubra com papel alumínio). Faça o teste do palito para saber se já está assado. Deixe esfriar um pouco na forma e depois desenforme (pois é, não faça como eu, que desenformei o bolo muito quente e por isso ele rachou...). Na receita original, tem uma sugestão para aquecer 2 colheres de sopa de geleia e pincelar sobre o bolo. Aqui em casa, como meu marido não gosta de coisa muito doce e/ou melequenta, deixei para lá.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

repolho assado





já falei aqui um monte de vezes que sou adepta fervorosa de comidas fáceis, rápidas, que não sujam muitas panelas e, óbvio, que são gostosas, né?

repolho é uma verdura/hortaliça ótima de ter em casa, porque a gente compra e ele não estraga, fica lá guardadinho um tempão, até aparecer a oportunidade de ser usado.

bom, eu tinha um repolho na geladeira, esperando pra virar charuto, quando a mariana apareceu aqui em casa com essa receita que nem receita é, de tão fácil!

quer ver?

repolho assado

corte fatias de repolho com mais ou menos 3 cm de espessura.se as folhas estiverem abrindo, "feche-as" com alguns palitos (o meu era muito grande, então parti ao meio).
salpique sal e pimenta do reino, de preferência moída na hora.
regue com azeite.
leve ao forno médio/alto até que esteja macio e a superfície bem dourada, quase marronzinha, pra ficar crocante.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Mousse au chocolat, para lembrar uma amizade

Quando fui para Paris em 2011, passei alguns dias com o Junior, um grande amigo meu que se mudou para lá. Foi ótimo, ele me levou a lugares bem bacanas que não estão em guias de viagem e comemos em vários restaurantes legais.

Ele é uma pessoa com quem tenho tanto assunto, mas tanto assunto, que invariavelmente saímos para jantar e ficamos nos restaurantes até que os garçons praticamente implorem para irmos embora. Isso aconteceu na minha última noite em Paris, quando fomos ao restaurante preferido dele lá, o Chez Janou. Chegamos meio cedo e jantamos (brandade de bacalhau, deliciosa!). A sobremesa foi mousse au chocolat. Achei engraçada a forma de servir: eles te entregam um pote enorme cheio de mousse, e vc mesmo se serve da quantidade que quiser. E pode repetir e repetir, até cansar.

Fomos os últimos clientes do restaurante naquele dia. Nos despedimos na rua e eu fui para Praga já no dia seguinte.

Agora, sempre que penso em mousse de chocolate, penso no Junior e em Paris, nessa ordem.

A receita abaixo é fácil de fazer e não precisa ficar tanto tempo na geladeira. Fiz para a noite do réveillon. O resultado é uma mousse bem firme e densa, muito gostosa. O nome em francês é só uma frescurinha minha. Fica como homenagem ao amigo do coração e àquela última noite em Paris.



Mousse au chocolat
daqui

- 4 ovos em temperatura ambiente, claras separadas das gemas
- 200g de chocolate meio amargo (combinei uma barra 72% de cacau e outra 60%)
- 1 colher de sopa de rum (usei licor de uísque Drambuie, porque era o que tinha à mão** e porque tinha um cheiro gostoso que parecia combinar com chocolate – ficou bom)
- 1/4 xícara de açúcar

Pique o chocolate e, usando uma tigela refratária, leve ao microondas para derreter (vá colocando de 1 em 1 minuto até amolecer, mexendo entre as pausas). Deixe esfriar. Junte a bebida às gemas e depois misture isso ao chocolate já frio ou ainda um pouquinho morno (cuidado, se estiver quente, as gemas vão cozinhar), reserve. Bata as claras e o açúcar na batedeira: assim que ligar a batedeira e as claras começarem a espumar, junte a elas metade do açúcar; quando começar a firmar, jogue o restante do açúcar. Não precisa bater demais, basta que as claras fiquem firmes.
Junte um terço das claras à mistura de chocolate. Quando estiver homogêneo, misture o restante das claras, delicadamente, fazendo movimentos circulares de baixo para cima, apenas o suficiente para incoporar. Se mexer demais, vira um creme. Esta parte não foi muito fácil, pois o chocolate já estava um pouco duro. Mas deu certo.
Distribua em forminhas individuais (se quiser que gele mais rápido) ou em um pote maior, e leve à geladeira por pelo menos 3 horas.

** eu não bebo nada alcoolico, por isso é difícil ter bebidas em casa. Só tenho uma vodca que uso para fazer extrato de baunilha e umas mini garrafinhas de Drambuie. A história das garrafinhas é antiga: meu avô materno, Rubens, trabalhava em uma importadora e de vez em quando levava essas coisas para casa. Ele se foi em 2001, e minha avó Rosa guardava umas garrafinhas desde então, mas ela também não bebe nadica. Outro dia fui à casa dela e resolvi trazer as tais mini garrafas para mim, pensando mesmo em usar para cozinhar. 

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Quiche de queijo de minas para recomeçarmos

O ano de 2012 não foi dos mais animados da minha vida. Um monte de coisa aconteceu, é claro, coisas bacanas e coisas ruins, como sempre. Mas cheguei ao fim muito cansada e com aquela sensação de que, no balanço geral, foi um ano estranho. Eu queria que acabasse logo, enfim.

(Sobre isso, um parêntese: é engraçado como vemos as coisas de maneira cíclica. O dia 1º de janeiro é apenas o dia seguinte ao dia 31 de dezembro, mas enxergamos como o fim de um ciclo e o início de outro. Na real, nada muda, mas não dá para escapar da sensação de recomeço. O que tem um lado bom, eu acho. Enfim.)

Um pouco antes do Natal, recebemos a notícia de que meu tio Pio, que vive na Suíça há 12 anos, viria ao Brasil para trabalhar por uns dias e iria passar o fim de ano conosco. O Pio é irmão da minha mãe e não vinha para cá há 5 anos – eu o encontrei em 2011, quando passamos um dia inteiro andando loucamente por Paris (nunca tinha andado tanto na vida, mas valeu cada passo, pelo lugar e pela companhia), mas o resto da família estava desde 2007 sem vê-lo, então dá para imaginar a saudade do povo.

A vinda dele deixou o fim do ano mais bacana para nós. Foi diferente, outros papos, outros ares. Amenizou o calor infernal que fez em Itu no Natal e minimizou um pouquinho os problemas e aflições que tínhamos na cabeça. Falo no plural porque sei que não falo só por mim.

Passamos o Natal em Itu, e eu voltei pra São Paulo um pouco antes do réveillon. Meus pais acabaram ficando em Itu, mas o Pio veio também. Combinei com ele, então, de fazermos um jantarzinho simples na noite do dia 31. Preparei antes uma mousse de chocolate (dou a receita depois) e combinamos de fazer uma quiche de queijo de minas, duas receitas que tínhamos visto no livro que ganhei de Natal da minha avó Rosa.

Bem gostoso e simples, nada de pratos rebuscados. A massa da quiche é mais chatinha de fazer, fácil mas com vários passos, algum tempo de geladeira... O recheio é bem tranquilo. Usamos uma forma pequena demais, sobrou um pouco de massa e de recheio. Aí, por sugestão do Pio, deixamos a massa para lá, colocamos o recheio que sobrou em caçarolinhas e assamos como suflê. Ficou ótimo também, e por isso já decidi que é assim que vou fazer daqui pra frente. Fica a dica.

O Pio voltou para o inverno suíço no dia 1º de janeiro. E nós ficamos aqui, passando calor e já com saudades. Mas começou outro ano, outro ciclo, e estamos todos com as esperanças renovadas. 2013 vai ser melhor para todos nós, não vai?



Quiche de queijo de minas
deste livro aqui

massa
- 2 xícaras de farinha de trigo
- 150g de manteiga gelada em cubinhos
- 5 colheres de água gelada
- 1 colher de chá de sal

Em uma tigela, misture rapidamente a farinha, o sal e a manteiga gelada, sem derretê-la. Acrescente a água gelada e misture tudo até conseguir formar uma bola. O livro dá a dica para a massa ficar mais crocante: mexa o mínimo possível e deixe pontinhos de manteiga aparentes, sem dissolver na farinha. Embrulhe a massa em plástico e deixe na geladeira por 2 a 24h.
Quando retirar da geladeira, vai estar beeem dura. Para facilitar, eu cortei em 4 pedaços e trabalhei um a um. Mas, de novo: trabalhe bem pouco a massa, deixando-a ainda gelada, para garantir a crocância. Abra a massa com um rolo (ou improvise, como eu tive de fazer: embrulhe uma garrafa de vidro com plástico-filme e use como rolo) sobre uma superfície lisa e enfarinhada, deixando-a em tamanho um pouco maior que a forma que vc vai usar. Enrole a massa no rolo e desenrole na forma, modelando com as mãos, apertando bem os cantos. Corte o excesso de massa com uma faca. Sobre a forma: use aquelas de fundo removível ou então uma forma refratária, com cerca de 20cm de diâmetro; quanto mais altas as bordas, melhor. Usei uma de cerâmica refratária e não precisei untar.
Leve a forma com a massa à geladeira novamente, por 10 minutos. Preaqueça o forno em 200º.
Cubra a massa com papel manteiga e despeje feijões crus sobre ele, para fazer peso ao assar a massa e não deixá-la inflar. Asse até dourar levemente a massa (no meu caso, foram 25 minutos).
Hora de fazer o recheio!

recheio
- 500g de queijo minas frescal amassado com garfo
- 2 colheres de sopa de manteiga derretida
- 5 ovos
- 1 1/2 xícara de leite integral
- 2 colheres de sopa de parmesão ralado
- 1 pitada de noz-moscada ralada na hora
- pimenta do reino moída na hora
- 1 colher de chá de sal (se o queijo estiver muito insosso, pode usar um pouquinho a mais de sal)

Preaqueça o forno em 180º (se vc acabou de fazer a massa, apenas abaixe a temperatura do forno quando começar a preparar o recheio). Bata bem os ovos usando garfo ou fouet. Acrescente o leite, o queijo amassado e a manteiga derretida e misture bem. Acrescente a noz-moscada, a pimenta do reino e o sal. Não se espante: o recheio é super líquido mesmo.
Monte a quiche: sobre a massa, espalhe uma colher de parmesão ralado. Despeje o recheio. Polvilhe com a outra colher de parmesão.  Leve ao forno até dourar (para mim, levou 1 hora). Retire do forno e deixe descansar por uns 15 minutos antes de servir.
Servimos com uma saladinha super simples: alface, rúcula, tomatinhos e palmito. Super bom!

domingo, 2 de dezembro de 2012

Bolo de mel e limão e a coragem de mudar tudo numa receita

É ideal e super bacana ter tudo que é ingrediente estocado em casa, mas, na real, isso é impossível. Minha despensa é pequenita e as coisas perdem a validade. Creme de leite fresco, por exemplo, não dura nada, não é um negócio que dá para ter o tempo todo na geladeira.

Mas eu sou super desencanada com ingredientes, vamos falar a verdade. Troco coisas, altero os temperos, mexo com as quantidades e por aí vai. Tudo para adaptar a receita ao meu gosto, à minha despensa e à invariável preguiça de dar um pulinho no mercado no meio da tarde de sábado. Por isso as receitas que eu posto sempre têm umas anotações do tipo "não usei" e "a receita original usava X, eu usei Y". Às vezes são mudanças mínimas, outras vezes eu altero tudo e faço uma receita completamente diferente. Nem sempre dá certo, é fato, mas eu nem ligo.

A verdade é que se as receitas fossem feitas sempre, sempre do mesmo jeito, não haveria evolução na cozinha. Não que eu me considere visionária (coitada de mim, que só cozinho pro marido!), mas acho indispensável que se perca o medo de mexer nas receitas. Se der vontade, mude tudo, faça do seu jeito! Se ficar ruim, paciência. Tente de novo. Vai que dá certo da próxima vez, né?



Bolo de mel e limão

- 200g de manteiga sem sal em temperatura ambiente (a receita original levava 220g, eu diminuí um tantinho)
- 1/2 xícara de açúcar mascavo
- 1 ovo
- 2/3 xícara de mel
- 1/2 xícara de creme de leite (usei de caixinha)
- raspas de um limão (usei taiti, não sou tão fã de limão siciliano)
- 1/4 xícara de suco de limão (espremi um limão taiti inteiro)
- 1 colher de chá de extrato de baunilha
- 1 colher de sopa de bicarbonato de sódio
- 1/3 colher de sopa de fermento em pó
- 1 1/2 xícara de farinha de trigo
- 1 colher de chá de canela e pó
- 1/4 colher de chá de cravo em pó
- 1 pitada de pimenta (usei pimenta calabresa)
- 1/4 de colher de chá de noz moscada (não quis usar)

Preaqueça o forno em 180º. Unte e enfarinhe a forma. Eu preferi usar forma de buraco no meio em vez de forma redonda. Bata a manteiga e o açúcar na batedeira até ficar fofo. Acrescente o mel, o creme de leite, o suco de limão e a baunilha e bata até ficar homogêneo. Adicione o ovo e bata por uns 2 minutos. Em uma vasilha, peneire a farinha, o bicarbonato de sódio, o fermento e as especiarias. Junte essa mistura aos poucos na batedeira. Acrescente por fim as raspas de limão (eu deixo por último e mexo com uma espátula porque minhas raspas são compridinhas e ficam presas na pá da batedeira, mas pode misturar à massa junto com a farinha).
Leve ao forno até que o palito saia limpo. No meu, levou uns 40 minutos. 

Este foi o bolo mais cheiroso que já fiz, uma coisa louca! É macio e lembra um pouco um pão de mel. O gosto do limão ficou bem suave, eu até colocaria mais da próxima vez.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Planos para as férias e cookies de gergelim e chocolate

Eu tiro férias umas três vezes por ano. E não é que eu seja muito importante, nem nada (inclusive porque na minha imaginação pessoas realmente importantes são as que menos tiram férias). Nem tenho, sei lá, 90 dias para tirar por ano. São só 30 dias, como quase todo mundo que eu conheço também tem. Mas eu posso dividir esses 30 dias em até três vezes. Uma coisa meio Casas Bahia. Casas Bahia de luxo, quero dizer, porque tenho de confessar que férias três vezes por ano é um luxo mesmo. Me julguem.

Quando vou tirar férias, eu planejo coisas. Todo mundo planeja coisas nas férias, é claro, e nem sempre são viagens maravilhosas ou períodos de bastante descanso. Nestas férias, por exemplo, eu planejei arrumar maneiras de diminuir o tanto de tralhas que tenho no quarto, doar minha coleção de revistas, fazer muitos caderninhos, ir à 25 de Março comprar tecido para fazer camisas e calças, cozinhar bastante, marcar muitos almoços e jantares com amigos... Por aí vai. Claro que não vou fazer nem 1/4 disso, mas sem drama.

No meu primeiro dia de férias, então, eu tinha agendado um almoço com amigas do tempo em que eu fazia direito, amigas tão queridas que encontrei quando fazia estágio na Promotoria Criminal. Naquela época, a gente mantinha uma lista de nomes engraçados que encontrávamos nos processos, e isso garantia umas boas risadas. Ah, meus 20 anos...

E, no mesmo dia, tinha um jantar com amigas do trabalho. Não mantenho com elas uma lista de nomes engraçados (fiquei velha?), mas, para dar uma ideia, evitamos escolher restaurantes muito quietos porque, sabe, somos barulhentas juntas. Bem barulhentas.

Vai daí que acordei para um dia cheio de compromissos bacanas. Só que pouco depois começou uma troca intensa de mensagens. Febre, filhos, namorados, problemas. Tudo adiado, no fim das contas. Tudo bem, é só partir pra outra tarefa, a lista estava grande.

Resolvi então cozinhar. Dava tempo de fazer várias coisas. Comecei por uma receita de cookies que fazia tempo que queria testar. Eu estava super animada, aí arrumei toda a cozinha, preparei os cookies e... tirei uma longa soneca! Dormi a tarde toda e acordei com tanta preguiça que tivemos de pedir pizza à noite! :)

Férias são tão boas, né?



Cookies de gergelim e chocolate
daqui

(xícara medidora de 240ml)
- 2 1/2 xícaras de farinha de trigo
- 1 colher de chá de bicarbonato de sódio
- 3/4 colher de chá de sal
- 240g de manteiga sem sal amolecida (usei 200g e foi ok)
- 3/4 xícara de açúcar mascavo (para medir, aperte o açúcar na xícara)
- 3/4 xícara de açúcar (usei cristal)
- 1 ovo grande + 1 gema
- 1 colher de chá de extrato de baunilha
- 1 colher de chá de molho de soja (isso! Shoyu!)
- 2 colheres de sopa de gergelim preto
- 1 xícara de chocolate meio-amargo picado
- cerca de 1/4 de xícara de gergelim preto para cobrir os cookies

Em uma tigela, peneire a farinha, o bicarbonato e o sal. Reserve. Na batedeira, bata a manteiga e os dois tipos de açúcar até ficar macio. Adicione o ovo e a gema e bata até ficar fofo; acrescente então o extrato de baunilha e o shoyu e bata mais um pouco até misturar. Misture, de uma só vez, os ingredientes secos já peneirados. Bata em velocidade baixa até ficar homogêneo. Por fim, com uma espátula, misture o gergelim e o chocolate. Cubra a massa com plástico e leve à geladeira por cerca de 45 minutos.

Pouco antes de tirar a massa da geladeira, preaqueça o forno a 180º. Com as mãos, faça bolinhas de massa, usando uma colher de sopa para medir, e role cada cookie sobre o gergelim que sobrou, para cobrir. Não precisa ficar 100% coberto, mas capriche no gergelim, é a graça da receita. Eu forrei a assadeira com aquele papel que não deixa grudar (não é papel manteiga, mas é bem parecido – não sei o nome!). Deixe bastante espaço entre cada bolinha, porque quando assa o cookie fica bem achatadinho. Leve ao forno por cerca de 12 minutos, até que o cookie fique dourado nas bordas. Fiz 3 fornadas, usando uma assadeira grande. Deixe esfriar sobre uma gradinha por pelo menos 10 minutos. Guarde em recipiente fechado. Os cookies duram poucos dias, porque o óleo do gergelim pode ficar com um gostinho rançoso depois disso. Mas, aqui em casa, durou 5 dias tranquilamente – dá bastante cookie e meu marido não é muito chegado em doces.

A receita original tem a palavra "salty" no nome, e de fato a massa deste cookie não é tão doce e tem um "salgadinho" no fundo. Mas é uma coisa bem suave, nada que assuste...

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Casa pequena, noite com amigos e chutney de manga

Minha casa é uma pequena bagunça, mas é o lugar em que mais gosto de estar. A cozinha é minúscula, com azulejos de um amarelo tão kitsch e ao mesmo tempo tão bacana. O quarto, além do básico (cama, cabideiro, cômoda etc), é atulhado com o material de fazer cadernos, a máquina de costura e por aí vai, e está sempre desordenado.
Mas a sala é meu lugar preferido. É cheia de livros e tralhas e lembranças de viagens, coleções bagunçadas, as paredes cobertas de fotos, desenhos e pôsteres. E temos um sofá confortável. Para os outros, pode ser apenas caótico, mas, para nós, é difícil sair daqui.

A Mulher-Maravilha, uma Vespa que veio da Itália pelas mãos da Melissa, potinho de Portugal, caixinhas de música da França e da Argentina, quadrinhos diversos, quebra-cabeças tcheco e ovo de Curitiba, soldadinhos de chumbo da feira de San Telmo em Buenos Aires, matryoshkas safadinhas de Paris e o relógio de corda que foi da minha avó paterna: uma pequena parte de todas as tralhas da minha sala

Eu troco qualquer jantar por uma reunião com amigos aqui mesmo. Desde que nos mudamos para cá foi assim. Por razões diversas, ficamos um tempo sem receber quase ninguém, mas, agora, aos poucos, estamos voltando a fazer isso.
Na semana passada, véspera de feriado, vieram os amigos com quem fiz jornalismo. Eles chegariam tarde e estava calor, então eu não queria fazer propriamente um jantar. Aí fiz o que minha mãe chama de "jantar só de entradas".
Para dar sustança, se é que essa palavra existe mesmo, fiz um empadão de frango e comprei uma quiche lorraine. Comprei também vários tipos de pães na Casa Santa Luzia, onde têm muita, muita variedade mesmo. Trouxe pão de azeitona verde, broa de milho salgada, pão de espinafre, baguete rústica, pão rústico de azeitona preta, ciabatta, pão português e pão folha (pois é, e lá tem muitos outros...).
Para acompanhar, comprei queijo de cabra com cinzas (nada de cara feia! É um queijinho macio e as cinzas não têm gosto de nadica de nada) e fiz berinjela ao forno (uma receita da minha mãe tão, tão fácil que eu nem sei porque é que ela ainda não postou aqui. Fica a dica, Fatiminha), patê de gorgonzola e de cebola e este chutney de manga que ensino abaixo.
O chutney, claro, é doce e salgado, mais doce do que salgado, e tem aquele saborzinho de comida indiana que eu adoro. Perfumado e muito gostoso, além de fácil de fazer.
A noite foi ótima e ficamos juntos até a madrugada, comendo, conversando e rindo.
Por mim, eu faria uma dessas por semana! ;)



Chutney rápido de manga
daqui
(fiz metade da receita abaixo e deu para encher o potinho da foto)

- 1/2 colher de chá de cominho em pó
- 1/2 colher de chá de coentro em pó
- 1/2 colher de chá de canela em pó
- 1/2 colher de chá de pimenta vermelha moída (usei pimenta ají vermelha)
- 1 pitada de noz moscada (ralei na hora, é oooutra coisa)
- 1 pitada de cravo em pó
- 1 pitada de curry em pó
- 3 xícaras de manga madura picada em cubinhos (detesto manga muito madura, usei uma que estava madura, mas ainda bem firme e não tão doce)
- suco de um limão
- 1/2 colher de chá de sal
- 1/3 xícara de açúcar mascavo
- 1/4 xícara de água

Em uma panela de fundo grosso, aqueça o cominho, o coentro, a canela, a pimenta, a noz-moscada, o cravo e o curry, sem parar de mexer. Quando estiver aquele cheirinho ótimo, junte o restante dos ingredientes e continue cozinhando em fogo baixo, mexendo sem parar por uns minutos, até engrossar.
O livro diz que pode ser servido quente, morno ou frio. Eu servi frio.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

salada de cenoura e salsinha



algumas semanas atrás passei uns dias no hospital acompanhando a filha caçula.

abstraindo o lado péssimo da filha estar doente e do desconforto do hospital, consegui, tal qual poliana, tirar duas ótimas coisas do episódio: reencontrei uma amiga querida (mais a mãe e a irmã) que não via há quase 30 anos, e aprendi a fazer uma saladinha gostosa e refrescante :)

a amiga leu minhas (muitas) reclamações no facebook e, como mora ao lado do hospital, foi até lá me ver. passamos algumas boas horas juntas e, de quebra, a mãe e a irmã, que também são muito queridas, foram buscá-la e conversamos um pouco. foi ótimo!

a salada fazia parte do cardápio do restaurante do hospital e é tão simples que nem receita tem!

a salsinha tem propriedades diuréticas, o que ajuda a evitar aquele inchaço comum nesse calorão. a cenoura, entre tantas outros benefícios, contribui para acelerar e manter o bronzeado. em resumo: saladinha perfeita para esse verão fora de hora, né?

SALADA DE CENOURA E SALSINHA
cenoura ralada
salsinha picada (bastante)

 misture e tempere com sal, pimenta do reino moída na hora, azeite e limão.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Bolo de banana e canela

Adoro bolo de banana, e este é especialmente simples de se fazer e gostoso. Já preparei várias vezes esta receita e é sempre um sucesso. Bom, e quem vai reclamar de um bolinho macio e úmido?



Bolo de banana e canela de liquidificador
daqui

- 2 xícaras de farinha de rosca
- 1 xícara de açúcar
- canela em pó a gosto (uso cerca de 1 colher de sopa cheia)
- 3/4 xícara de óleo
- 2 ovos
- 8 bananas nanicas maduras – quanto mais madura, melhor!
- 1 colher de sopa de fermento

Preaqueça o forno a 180º. Unte uma forma com óleo e farinha de rosca (faço em forma de bolo inglês, que é retangular, ou naquelas com furo no meio, como na foto). Em uma tigela grande, peneire a farinha de rosca, o açúcar e a canela e reserve. No liquidificador, bata as bananas, o óleo e os ovos até ficar homogêneo. Despeje tudo na tigela com a farinha e misture bem. Por fim, acrescente o fermento e mexa mais um pouquinho.
Leve ao forno por cerca de 50 minutos (depende do forno – faça o teste do palito).
Depois, se for do seu gosto, polvilhe com açúcar e canela. Eu não joguei sobre o bolo todo porque meu marido não é chegado, mas coloquei no meu pedaço. Tá, nos meus pedaços, confesso...

segunda-feira, 23 de julho de 2012

farofinha crocante de pão pra salada



já faz um tempinho que vi no blog da fer, o chucrute com salsicha, uma receita de farofa crocante de pão para acompanhar salada de tomatinhos, e tenho feito bastante.

aqui a gente não tem aquela variedade toda de tomatinhos como ela tem na califórnia, então eu me contento, no máximo, com uma saladinha bicolor quando acho os tomates amarelos - mas isso é só de vez em quando.

mas o que importa não são os tomates, e sim a farofa, que é deliciosa e pode acompanhar qualquer salada, mesmo de folhas. ela fica crocante e saborosa - quando sobra, eu como pura mesmo :)


farofa crocante de pão

1 pãozinho amanhecido (ou fatias de pão italiano, ou de pão de forma) ralados na parte grossa ou processados grosseiramente
2 colheres de azeite extra-virgem
2 colheres de parmesão (ralado na hora, grosso)
pimenta do reino, de preferência moída na hora
sal, se necessário (não uso)

misture tudo e leve ao forno numa assadeira forrada com papel alumínio até que doure ligeiramente.
espere esfriar para usar.

eu não coloco sobre a salada toda pra não amolecer. prefiro que cada um se sirva, assim ela permanece crocante.





quarta-feira, 18 de julho de 2012

charuto de folha de repolho



esse prato quem faz é a nenê, minha empregada, e fica muito, muito bom!

ela faz um panelão no almoço, nós duas almoçamos, aí na janta ele fica mais gostoso ainda.
pra mim não precisa de mais nada pra acompanhar: já tem carne, arroz, repolho e tomate, né? pra que mais?

vamo lá? eu anotei o que ela foi me falando, assim a olho, pq, coincidentemente, todas as vezes que ela fez eu estava fora de casa no horário e não vi o preparo, só comi :)

charuto de folha de repolho

1 repolho grande
1 kg de carne moída
1/2 copo de arroz
3 tomates sem casca
2 cebolas em rodelas picadas
1 cebola em rodelas
pimenta síria a gosto (eu uso uma da marca sabor d'chef, que vem num vidro com moedor)
azeite
salsinha picada
1 tablete de cardo de carne (uso o knorr vitalie)

misture a carne com o arroz e tempere com salsinha, cebola picada, sal, 2 colheres de sopa de azeite, pimenta síria.
separe as folhas de repolho com cuidado e deixe ferver até amolecer.
enrole a mistura de carne nas folhas, formando um charuto.
forre o fundo de uma panela larga com rodelas de tomate e cebola e regue com azeite.
coloque os charutos bem juntinhos, e vá colocando algumas rodelas de tomates entre as camadas.
por cima esfarele o cubo de caldo de carne e regue com 1/2 copo de água.
tampe e leve ao fogo baixo por mais ou menos 25 minutos.
durante o cozimento verifique a água, adicionando mais se necessário.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

capeletti in brodo (sopa de capeletti)



quando estivemos em gramado comíamos essa sopa como entrada, e achávamos um absurdo! traziam uma sopeira enorme, a gente se entupia e ainda sobrava (morríamos de dó de devolver o resto, confesso), e depois ainda vinha o prato principal.

aqui em casa ela - como todas as outras sopas - é prato único.

um bom capeletti faz toda a diferença no resultado. eu gosto de usar um de carne que compro em itu, na rotisserie di napoli . é muito gostoso, como toda a comida de lá. 
se um dia você estiver em itu, passe por lá e compre alguma massa, não vai se arrepender, garanto!
eu trago alguns pacotes congelados, assim sempre tenho disponível. 

aliás, falando em congelado, aqui vai uma dica que aprendi com outra rotisseria, a primo ( rua fradique coutinho, 211, pinheiros, são paulo): quando for cozinhar massa congelada, tire-a do freezer somente na hora de colocar na água fervente.

bom, vamos à receita:

sopa de capeletti

500 g de capeletti de carne ou de frango
1/2 kg de músculo picado (ou outra carne, se você não gosta de músculo)
2 tomates picados
1 cebola grande picada
2 dentes de alho
3 ou 4 pedaços de salsão
1 cenoura picada
1 alho poró fatiado (só o talo)
sal
pimenta do reino
água

coloque em panela de pressão todos os ingredientes (menos o capeletti), e deixe por uns 40 minutos ou mais (a carne deve ficar bem macia, quase desmanchando).
separe a carne.
bata o líquido com mixer ou no liquidificador e acerte o sal.
volte ao fogo, junte a carne e deixe ferver.
acrescente o capeletti e deixe cozinhar.
sirva bem quentinha, com bastante queijo, de preferência ralado na hora.






quinta-feira, 5 de julho de 2012

De ovos e preconceito (ou ovos ao forno na cocotte)

Eu tenho preconceito com ovo cru. Pronto, falei. Me dá um pequeno *nojim* pensar em gema mole. Tem gente que suspira em pensar em mergulhar um pedaço de pão em uma gema mole, mas eu prefiro a minha estourada e bem durinha. Tenho quase certeza de que isso é algum tipo de pecado gastronômico e talvez eu vá para o inferno culinário, mas essa é a verdade.
Dia desses eu roubei o controle remoto da TV e pude escolher o que assistir aqui em casa (coisa rara!). Achei a Carla Pernambuco mostrando receitas com ovos e resolvi assistir. Ela fez uma receita com, adivinhe, ovos bem moles. Era uma cocotte com ovos ao forno. Eu achei bonito, mas não me interessei. Marido, porém, ficou bem entusiasmado.
Aí, num destes dias em que bate uma baita preguiça de cozinhar, resolvi fazer para ele. É muito, muito simples, e bem rápido. Dá para "rechear" com o que quiser. Usei tomates, queijo meia-cura e uns temperinhos, e só.
Para o marido, deixei o ovo meio molenga. Para mim, assei por mais tempo. A Carla Pernambuco pode até reprovar, mas a minha cocotte também ficou bem boa, com o ovo firminho!


Ovos ao forno na cocotte
daqui, ó

- tomate
- queijo meia-cura
- azeite, sal, pimenta e temperos
- ovo

Monte a cocotte como quiser: eu cortei tomates em fatias, coloquei uma fatia no fundo da cocotte, temperei com azeite, sal e ervas finas, coloquei uns pedaços de queijo meia-cura e outra fatia de tomate. Por fim, quebrei um ovo e joguei por cima. Leve ao forno preaquecido em 200º e deixe até o ovo coagular, cerca de 15 minutos. Sirva com pãozinho, se gostar.
Fácil, né?

domingo, 1 de julho de 2012

Crème brûlée

Crème brûlée é provavelmente a sobremesa com mais acentos do mundo. Mas é também bem simples de fazer. É só um creminho com sabor de baunilha e aquela casquinha de açúcar queimado por cima, bem crocante. Delícia.
O negócio é que dona Fátima comprou um minimaçarico, e nós queríamos muito usar na cozinha! Não sei se dá mesmo certo queimar o açúcar com as costas de uma colher, como sugerido aqui. Com o maçarico é fácil e divertido!
Quem me deu a receita foi a Michele, uma amiga quase-chef, que tem uma mão incrível para cozinhar e faz curso de gastronomia. Ela me ensinou o tal processo liaison, que usa gema para "ligar" os ingredientes e tornar mais espesso o creme, e deu o passo-a-passo. Com a receita abaixo, dá para fazer seis ramequins pequenos.
Ficou bem gostoso, e é um charminho, né?

Ssssss – maçarico queimando açúcar é divertido!


Crème brûlée da Michele

- 240g de creme de leite fresco
- 200ml de leite
- 1/2 fava de baunilha (usei 2 colheres de chá de extrato de baunilha que eu mesma fiz, usando favas e vodka)
- 1/2 xícara de açúcar
- 4 gemas
- açúcar para polvilhar

Em uma panela, aqueça o creme de leite, o leite, metade do açúcar e a baunilha, misturando tudo, mas sem ferver. Bata as gemas e a outra metade do açúcar. Misture tudo: o creme aquecido e o creme de gemas (e isso, simples assim, é o tal proceso liaison). Se for preciso, peneire o creme para ficar bem lisinho. Distribua nos ramequins e leve ao forno preaquecido em 180º, em banho maria, até o creme coagular. Tire do forno e deixe esfriar na água do cozimento. Eu acho mais gostoso comer geladinho, então deixei na geladeira de véspera. Na hora de servir, cubra cada ramequim com um pouco de açúcar  e queime com o maçarico. Lindo!


A Amélie Poulain também adora quebrar a casquinha, olha só:

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Futebol e filé mignon au poivre

Ontem foi dia de chuva, passeio na Pinacoteca, Libertadores e filé mignon au poivre. Fazia tempo que eu queria tentar fazer esta receita, mas ainda não tinha ido atrás da pimenta do reino verde em conserva. Aí, na semana passada, fui passear no Mercadão e aproveitei para resolver o problema. Comprei um potinho da conserva no Empório Reno (box F12).
Enquanto marido tremia de ansiedade na sala pelo início de Corinthians x Santos, eu estava fazendo bifes na cozinha. Cada um com seu divertimento, né não?
A receita é super simples e ficou muito boa. Adaptei as quantidades para apenas 200g de carne. Servi com batatas hasselback e só.
Ainda bem que ficamos ambos felizes: a comida ficou ótima e o time dele vai à final do campeonato! (vou fingir que o meu São Paulo não perdeu para o Coritiba na Copa do Brasil...)

PS: agora tenho um tanto de conserva de pimenta do reino verde e preciso achar outras receitas com ela, porque vence em três meses...

(Foto péssima, tirada no celular para não deixar a comida esfriar)

Filé mignon au poivre
daqui

- 200g de medalhões de filé mignon (no meu caso, eram 4 medalhões de uns 50g cada)
- 150ml de caldo de carne (dissolvi 1/2 tablete de knorr vitalie nessa quantidade de água. Se tiver caldo "de verdade", manda ver, deve ficar ainda melhor)
- 1 colher de sobremesa de maizena
- manteiga
- sal
- pimenta do reino preta moída na hora
- 1 1/2 colher de sopa de pimenta do reino verde em conserva

Em uma panela pequena, aqueça o caldo de carne e misture a maizena aos poucos, usando um fouet para não empelotar, até engrossar. Reserve. Tempere a carne com sal e pimenta do reino preta a gosto (bom, é au poivre, então não pode ser pouca pimenta, certo?) e frite na manteiga. Despreze a manteiga derretida e use a mesma frigideira para terminar o molho: despeje nela o caldo já engrossado e mexa bem com o fouet para que tudo o que estava na frigideira seja incorporado ao molho. Deixe engrossar mais um pouquinho, depois junte os bifes e a pimenta em conserva. Prove o sal (eu não precisei acrescentar). Está pronto para servir.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Carne louca (as festas juninas estão aí!)

Feriado, frio e férias. Essa trinca de 'Fs' é minha vida atual. Tenho mil coisas para fazer nestes dias, mas não quero nem saber: vou cozinhar um monte! Nas últimas semanas, quase não fiz comida em casa, foi um tal de jantar na mãe, comprar pão ou pedir pizza...
Ontem, para começar, eu fiz sopa de feijão, brigadeirão e carne louca. Para a sopa, usei a receita que minha mãe passou há uns dias (ficou ótimo!) e o brigadeirão foi feito conforme esta receita aqui.
A carne louca fazia tempo que eu queria testar. Minha irmã fez uma vez com uma receita que pegou na internet, levou um pouquinho para mim, eu amei e pedi o link. Ela usou lagarto em vez de acém ou coxão duro, eu também fiz assim.
Ficou incrivelmente bom. E é uma receita que combina super com festa junina, não é? Eu a-do-ro festa junina!



Carne louca
receita original aqui

- cerca de 1 quilo de lagarto (usei uma peça com 1,2 quilo)
- alho
- vinagre
- 4 cebolas médias
- folhas de louro
- manjericão (usei fresco)
- molho de tomate
- 2 pimentões picados bem miudinho
- cheiro verde picadinho
- sal e pimenta do reino a gosto

Tempere a carne (cortei a peça em 3 pedaços, para facilitar) com sal, alho amassado e vinagre, e deixe marinando por uns 15 minutos. Na panela de pressão, aqueça um pouco de azeite e sele a carne, deixando dar uma leve dourada em todos os lados. Corte 2 cebolas em 4 pedaços cada e jogue na panela, junto com sal, uma folha de louro e um tanto de manjericão (use os temperos que preferir!). Cubra com água e tampe, levando ao fogo alto até sair a pressão. Depois, abaixe um pouco o fogo e deixe cozinhar por cerca de 1h20. A carne deve ficar bem macia.
Despeje tudo em uma tigela e separe os pedaços de carne (reserve o caldo e não lave a panela de pressão ainda), que devem ser desfiados bem fininho (para esta parte, sugiro sentar confortavelmente no sofá, ligar a TV ou colocar uma música que lhe agrade, com o prato no colo, para tornar a tarefa menos enfadonha – acho uma chatice desfiar carne).
Na mesma panela de pressão, refogue 2 cebolas picadas e uns 4 dentes de alho em um tanto de azeite. Acrescente a carne desfiada e mexa. Em seguida, devolva o caldo reservado à panela (a receita dizia para coar, eu preferi não fazer isso) e refogue um pouco a carne. Depois, acrescente o molho de tomate (usei uma caixinha, mas fui colocando meio a olho mesmo), o pimentão, mais manjericão, cheiro verde e pimenta do reino. Refogue mais um pouquinho e corrija o sal. Deixe em fogo bem baixo por bastante tempo, para que a carne praticamente desmanche, assim como o pimentão e os demais temperos. Mexa de vez em quando e, se for preciso, acrescente um pouquinho de água de vez em quando, para não secar demais.
Se vc aguentar esperar, esta carne fica ainda melhor no dia seguinte, servida quente com pão francês crocante.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

sopa de feijão



bom, acho que essa é a mais clássica das sopas, né? sobrou um feijãozinho do almoço? virou sopa!

os meus avós paternos moravam numa casa que ficava numa fazenda, e lá tinham um armazém, que era chamado de "venda", onde se vendia de tudo para os colonos. eu nasci lá, literalmente, pq meu parto foi feito em casa mesmo. depois que me mudei pra são paulo, até a adolescência, ia pra lá nas férias de final de ano.

naquela região faz um calor de torrar, mas mesmo assim, fizesse chuva ou fizesse sol, todos os dias tinha sopa de feijão no jantar, todos os dias! acho que não tinha batatas, era só feijão com aquele macarrão comprido com um furo no meio, que vinha num pacote azul. 
ainda me lembro do sabor e do aspecto, ambos maravilhosos!

a minha é gostosa, mas não chega nem perto...

sopa de feijão

feijão pronto e temperado
batatas em pedaços
linguiça calabresa defumada em rodelas
1 tomate bem picadinho ou processado
macarrãozinho para sopa
azeite
pimenta
sal

bata ou processe o feijão (uso o mixer, direto na panela).
dê uma fritadinha bem de leve na linguiça, em pouco azeite, e refogue o tomate até ficar bem vermelhinho.
junte o feijão batido e as batatas.
acrescente água suficiente e mexa de vez em quando, retirando com escumadeira a espuma que se formar.
quando a batata estiver quase cozida, junte o macarrão e acerte o sal.

por cima, jogue um queijinho parmesão ralado grosso, de preferência fresco.