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sábado, 24 de julho de 2010

e a fibromialgia ataca outra vez

essa semana passei uns dias em itu, por conta de um vazamento de água que apareceu lá em casa e já consumiu muitos litros e reais além do normal. o encanador já descobriu cano quebrado em 2 lugares no jardim, mas a água ainda está vazando. ele vai continuar trabalhando, mas eu já voltei pra são paulo.

como sou eu que fico com o theo (neto) durante o dia, ele foi comigo pra lá e, como sempre, adorou!

daí que ontem nós (theo, eu, uma amiga/vizinha, a nora e os 2 filhinhos) fomos até sorocaba visitar o zoológico. como eu não conhecia o caminho, fui atrás, seguindo a moça que dirigia - a não menos que 120 km/h. ainda por cima, erramos o caminho, o que aumentou a distância e o tempo em que fiquei dirigindo.

o theo estava meio febril, e me pediu colo em parte do parte do passeio.

chegamos de volta, arrumei correndo minhas coisas, peguei o carro e vim pra são paulo, já no começo da noite. 
quando estou com o theo no carro, costumo dirigir mais devagar, mas, inconscientemente, acabo ficando um pouco tensa (percebo isso pq  agarro o volante com mais força).

bom, mas pra que é que estou contando tudo isso? pra dizer que a viagem itu/sorocaba, sorocaba/itu e itu/são paulo, praticamente sem descanso e com o theo no carro (e carregar seus 13 quilinhos no colo), foi demais pra mim, e a merda da fibromialgia acabou atacando.

tô aqui agora, toda dolorida, arrependida de ter viajado ontem, achando que tinha de ter vindo hoje de manhã, mas agora já foi, né?

sábado, 17 de julho de 2010

o médico está atrasado? que ótimo!!


outro dia fui a um médico acompanhando o marido e tive uma grata surpresa:  nas mesinhas havia uma série de livros de fotos diversas. alguns de animais, dois da cidade de são paulo na primeira metade do século passado, alguns belíssimos de gravuras japonesas e alguns infantis. 

isso, porém, é uma exceção. na maioria das salas de espera o que existe são revistas de fofocas sobre artistas de cinema e TV e aquelas semanais de meses atrás, às vezes até sem capa. as primeiras não me interessam muito porque não acompanho novelas e não conheço metade do povo que aparece nelas; as outras porque estão desatualizadas. 

mas agora, como diz aquela propaganda, meus problemas acabaram!! 
comprei um livrinho chamado mandalas de bolso, e uma caixa de lápis de cor com 36, coloquei tudo num saquinho, taquei na bolsa e pronto! o livro, no formato 14x14 cm, tem 46  desenhos (mandalas) para colorir, e é feito em papel tipo cartolina, o que facilita pintá-lo sem apoio.

chego no consultório do médico, saco do meu "equipamento" e me esqueço do mundo. médico atrasou? nem ligo! pra dizer a verdade, quando a secretária me chama dá até vontade de pedir pra esperar um pouquinho, pra eu terminar de colorir um pedacinho...

é uma delícia escolher as cores e pintar os espaços tão pequenos! já estou pensando até em comprar uma caixa com 48 cores. 
aliás, observei que os lápis de agora são muito mais macios e gostosos de usar do que os de quando eu era criança. naquele tempo (disse jesus aos seus discípulos) parece que não deslizavam tão bem, e deixavam um pouco de resíduos, sem contar que a ponta também quebrava mais fácil. e as cores então? na minha caixinha tem até prateado e dourado!

só preciso tomar cuidado, pq outro dia, no consultório da ginecologista, deixei cair todos os lápis no chão. além do barulhão - o piso é de laminado - fui obrigada a afastar um dos sofás modulados para resgatar um deles. maior mico!


colorida em duas esperas de consultas médicas (falta terminar)



essa foi a primeira. sentei a bunda na cadeira, em casa mesmo, e não levantei até acabar.





está só começada, mas já, já, eu acabo!








quinta-feira, 13 de maio de 2010

aniversário


imagem: zazzle.pt


pois é. hoje eu acordei um ano mais velha...







segunda-feira, 10 de maio de 2010

dálias, boas lembranças e uma ruga antiga




dálias me lembram infância, e infância me lembra interior, mas aquele interior de roça mesmo, que é onde eu morava quando era criança.

numa das muitas casas que morei - eu sou meio nômade desde bebê: foram 11 casas em 2 cidades quando solteira, e 10 casas em 3 cidades depois de casada - tinha um jardim em frente, cheio de dálias de várias cores.

acho que era uma flor dessas bem ordinárias, que todo mundo tinha - todo mundo pobre, é claro - mas eu achava tão lindas! principalmente as vermelhas, que tinham as pétalas meio aveludadas...

uma das minhas imagens recorrentes de infância é em frente a esse jardinzinho, não sei por que.

imaginem então a minha felicidade quando vi, na barraca de feira onde compro flores, essas dálias vermelhas maravilhosas! comprei imediatamente, e passei uns dias olhando pra elas e vendo ao lado uma menina magrinha, meio emburrada, de olhos grandes e cabelos compridos...











essa foto é de uma época posterior (coisa de um ano), quando já morávamos na cidade. lá papai teve um restaurante (vejam os engradados de bebidas - e as varas de pesca para os finais de semana, é claro!) que durou pouquíssimo tempo e acabou falindo, pq ele sempre foi um ótimo empregado, mas um péssimo empresário.
quando eu olho pra ela percebo mesmo que nem todo o botox do mundo vai ser capaz de eliminar essa ruga vertical que tenho entre as sobrancelhas - ela vem se forjando há muuuitos anos!!

terça-feira, 6 de abril de 2010

será?



tem dias que a minha professora de yoga deve achar que eu tenho 30 anos a menos, ou 30 ossos a menos, ou 30 quilos a menos, ou as 3 coisas juntas, sei lá...


o fato é que ela, com aquele corpinho que todas nós pedimos a deus, na flor da idade, dando aula de bermudinha de lycra e top, pensa que eu, com esse corpo que me deram sem me perguntar lhufas, com essa idade que de flor não tem mais nada, fazendo aula de moleton e camiseta, consigo levantar as pernas naqueles ângulos estranhos, enquanto meu pescoço vira para trás e os braços abraçam as escápulas...

será que um dia eu chego lá?

terça-feira, 30 de março de 2010

eu sou alguma pessoa!

pois é! eu nunca leio bulas de remédio antes de tomar, pra não correr o risco de me impressionar e sofrer os tais efeitos colaterais por tabela.

hoje de manhã fui tomar a vacina anti h1n1 (tenho diabetes). meu irmão, que mora na suíça e foi vacinado já há varios meses, tinha me dito que ela só deixa o local da aplicação um pouco dolorido, mais nada.

a aplicação não dói, é uma picadinha de nada. até cerca de 3 horas depois o braço continuava sem dor nenhuma, e eu estava felizona da vida!

aí começou a doer. e a dor foi aumentando. fui pra aula de yoga e putaquepariu! não dava pra esticar nem levantar o braço.

além disso, comecei a suar em bicas, e sentir uma leseira, uma canseira, uma dor no corpo...
aforante o suor, os sintomas me fizeram pensar no início de uma crise de fibromialgia (logo na semana do feriadão!!)

bom, não preciso dizer que a aula de yoga ficou resumida praticamente a respiração e relaxamento, né?

cheguei em casa e fui procurar os efeitos colaterais da tal vacina. tá lá: algumas pessoas podem sentir, num prazo de até 48 horas, fadiga, dor muscular, fraqueza, febre...

lógico que eu sou alguma, né? bom, pelo menos febre eu não tive. ainda.


PS: por favor, com ou sem efeito colateral, é muito importante tomar a vacina, tá?

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

demissão por torpedo




estou aqui, desde cedo, ensinando serviço pra empregada nova (oi, lilly!).
detesto fazer isso, aliás, detesto ensinar coisas em geral, não nasci pra ser professora! me irrita ensinar algo, virar as costas, voltar e ver que a pessoa não fez aquilo, ou não fez como eu ensinei.
eu só sirvo pra ensinar alguém melhor do que eu - se bem que aí fico com um pouquinho de dor de cotovelo pelo fato de o aluno ser melhor que o mestre...rsrs

ela tá meio perdida, lógico. tem uma montanha de roupas pra lavar, um tanto pra passar e eu fico falando, falando, falando... tadinha!

a outra, a ex-pregada, estava me dando nos nervos já há bastante tempo. chegava cada dia mais tarde - e saía mais cedo -, faltava sem avisar ou avisava na noite do dia anterior, não fazia as coisas que eu mandava ("ai, dona fátima, esqueci") e por aí vai...

só faltava a gota d'água, e pingou ontem.

eu estou, desde 6ª feira, com uma crise violenta de fibromialgia, daquelas que deixam de cama mesmo. no sábado e no domingo a comida aqui em casa foi feita pelas filhas, nora e irmã, pq eu fiquei no sofá, de molho.

ontem foi dia de faxineira, e a ex-pregada simplesmente não apareceu e não telefonou. lá pelas 11 horas a faxineira ligou na casa dela e o filho disse que ela havia saído pra trabalhar (oi?).
essa diarista está comigo há muitos anos (foi ela, inclusive, quem me trouxe a empregada, 4 anos atrás), e é de absoluta confiança. diante da situação, pedi a ela que me arrumasse outra, e ela arrumou na hora (aliás, ela disse que só estava esperando, pq tinha certeza de que eu ia pedir).

liguei várias vezes para o celular e o fixo da ex-pregada até umas 20 horas, mas ninguém atendeu.
resolvi testar e liguei do celular da minha filha, cujo número ela não conhece. bingo! atendeu no primeiro toque, mas eu desliguei sem falar nada.

fiquei tão puta da vida, que mandei um torpedo no mesmo instante, dizendo que ela estava demitida e que depois eu marcaria a data pra pagar o que devia. nunca imaginei que um dia eu despediria alguém dessa forma.

mas... detesto que tentem me fazer de besta! sou uma pessoa muito boa, boa até demais, mas tenho um limite, e quem atinge esse limite costuma conhecer meu lado B! e olha, vou dizer, esse lado não é nem um pouco legal!

sábado, 24 de outubro de 2009

fibromialgia

acho que já mencionei aqui que tenho fibromialgia, né?

pois é, eu tenho. sofro com essa síndrome há algum tempo, embora o diagnóstico tenha ocorrido só há uns 4 anos.

sinto dores pelo corpo todo durante 24 horas por dia. costumo dizer que tenho consciência de cada pedacinho dele o tempo todo. sim, pq normalmente a gente esquece que tem pernas, braços, mãos etc, não esquece? não se fica o tempo todo lembrando da perna. pois eu fico.

é uma dor absolutamente suportável, desde que eu aprendi a conviver com ela e que tomo remédios diariamente.

existem períodos de crise, e aí a coisa fica preta, porque a dor aumenta muito, e sou obrigada a tomar analgésicos, que nem sempre funcionam!

no início, durante essas crises, eu ficava deitada, nem conseguia me levantar direito. hoje já consigo executar as tarefas cotidianas , com bastante sacrifício, mas consigo. às vezes duram semanas, outras vezes só alguns dias.

minhas atividades foram bem limitadas pela síndrome. hoje só dirijo carro de câmbio automático e, mesmo assim, se dirijo mais de duas horas seguidas, sinto muita dor; sempre fui "mulher-macho", daquelas que pintam paredes, consertam chuveiros etc - hoje, não posso ficar de pé numa escada; fazer supermercado é uma tortura; faxina, nem pensar; viagens longas me assustam, porque ficar sentada muito tempo também é torturante.

essa limitação, no começo, me deixava louca, mas com o tempo passei a aceitar numa boa.

durmo no mínimo 8 horas por noite, mas acordo sempre com a sensação de ter dormido pouco, com o corpo moído, porque o sono não é reparador.
eu adoraria, um dia pelo menos, acordar me sentindo novinha em folha!!

eu voltei pra academia essa semana, depois de ficar 3 meses parada. o exercício, que é necessário e faz bem, desencadeou um crise, porque o corpo estava desacostumado com ele. foi assim também quando eu comecei, foi assim quando eu comecei yoga. juro que dá vontade de desistir, mas não posso.

ontem e hoje a coisa tá brava, muito brava! a dor tá tão forte que o marido teve de ir à feira junto comigo, pra carregar o carrinho - e olha que são só 2 quadras!
as mãos doem tanto, que está difícil até digitar esse texto.

vai ser um final de semana e tanto!

o texto abaixo resume muito bem o que sentem os que têm fibromialgia. se tiver um tempinho, leia.

(Por Norma I. Agrón (Inspirado em uma carta de Bek Oberin)

“Se ama alguém com fibromialgia, saberá que padecemos de dores severas, dia a dia, hora a hora. Isso não podemos prever. Por isso queremos que entenda que as vezes temos de cancelar coisas na última hora, e isso nos desagrada tanto como a você.
Queremos que saiba que nós mesmos temos que aprender a aceitar nosso corpo com suas limitações, e isso não é fácil. Não há cura para a fibromialgia, mas tratamos de aliviar os sintomas diariamente. Não queremos sofrer.
Muitas vezes nos sentimos angustiados e não conseguimos lidar com mais tensões do que as que temos. Se for possível, não acrescente mais tensões ao nosso corpo.
Ainda que nos veja bem, não nos sentimos bem.Aprendemos a viver com uma dor constante a maioria dos dias. Quando você nos vê felizes, isso não quer dizer, necessariamente, que não temos dor, mas, simplesmente, que estamos lidando com ela. Algumas pessoas pensam que não podemos estar tão mal se nos vêem bem. A dor não se vê. Essa é uma enfermidade crônica “invisível”, e tê-la não é fácil para nós.
Entenda, por favor, que porque não podemos trabalhar como antes não é porque somos preguiçosos. Nosso cansaço e nossa dor são imprevisíveis, e devido a isso temos que fazer ajustes em nosso estilo de vida. Algo que parece simples e fácil de fazer não o é para nós, e pode causar-nos muita dor e cansaço. Algo que fizemos ontem talvez não possamos fazer hoje, mas isso não quer dizer que não voltaremos a ser capazes de fazê-lo.
Às vezes nos deprimimos. Quem não se deprimiria com uma dor forte e constante?
Foi constatado que a depressão se apresenta com a mesma freqüência na fibromialgia ou em qualquer outra condição de dor crônica. Não sentimos dor por estar deprimidos, mas nos deprimimos pela dor e pela incapacidade de fazer o que queremos. Também nos sentimos mal quando não existe o apoio e entendimento dos médicos, dos familiares e amigos. Por favor, compreenda-nos, com seu apoio você ajuda a diminuir a nossa dor.
Ainda que durmamos toda a noite, não descansamos o suficiente. As pessoas com fibromialgia têm um sono de má qualidade, o que piora a dor nos dias em que dormem mal.
Para nós não é fácil permanecer em uma mesma posição (ainda que seja sentados) por muito tempo. Isso nos causa muita dor e leva tempo para nos recuperarmos. Por isso não vamos a algumas atividades que sabemos prejudiciais.
Não estamos ficando loucos se às vezes nos esquecemos de coisas simples, do que estávamos dizendo, do nome de alguém, ou se dizemos uma palavra errada. Esses são problemas cognitivos que fazem parte da fibromialgia, especialmente nos dias em que sentimos muita dor. É algo estranho, tanto para você quanto para nós.
Mas ria junto conosco e ajude-nos a manter nosso senso de humor.
A maioria das pessoas com fibromialgia são melhores conhecedoras desta condição que alguns médicos e outras pessoas, pois fomos obrigados a educar-nos para entender nosso corpo. Assim, por favor, se você quiser sugerir uma “cura” para nós, não o faça. Não é porque não apreciemos a sua ajuda ou não queiramos melhorar, mas porque nos mantemos bastante informados e temos nos tratado.
Nos sentimos muito felizes quando temos um dia com pouca ou nenhuma dor, quando conseguimos dormir bem, quando fazemos algo que há muito tempo não conseguíamos, quando nos entendem.
Apreciamos, verdadeiramente, tudo o que você tem feito e pode fazer por nós, incluindo seu esforço por informar-se e entender-nos.

Pequenas coisas significam muito para mim e necessito que você me ajude. Seja gentil e paciente. Recorde que dentro deste corpo dolorido e cansado continuo estando eu. Estou tratando de aprender a viver dia a dia com minhas novas limitações e a manter a esperança no amanhã. Ajude-me a rir e e a ver as coisas maravilhosas que Deus nos dá.
Obrigado por ter lido isso e me dedicado o seu tempo. Talvez agora possa me compreender melhor.”



quarta-feira, 21 de outubro de 2009

ai, ai, ai...




voltei à academia depois de 3 meses de licença por conta de uma cirurgia.

alguém aí anotou a placa do caminhão?

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

já decidi!!




está decidido: na outra encarnação só aceito voltar se for como madame - além de alta e magra, of course!

gente, vida de rico é muito, mas muito boa mesmo!

no meu aniversário eu ganhei dos filhos um presente diferente: um vale massagens e "day scape" no spa renaissance, que fica no hotel de mesmo nome. o voucher tinha validade de 4 meses, mas, por motivos vários, eu acabei prorrogando por mais um mês e só fui utilizá-lo hoje. ô coisa boa, viu!

eu tinha direito a uma massagem corporal relaxante de 60 minutos, uma massagem facial " renaissance rejuvenescimento" também de 60 minutos, e tempo livre no "caminho das pedras", no lounge com jacuzzi e nas saunas seca e com vapor. suquinhos, chás e frutas à vontade.

as mãos da terapeuta que me coube pareciam borboletas, de tão leves. durante a massagem corporal eu aguentei acordada, mas na facial... cheguei até a sonhar - e a roncar, o que é pior! minha pele ficou uma delícia, super macia.

depois das massagens, uma imensa jacuzzi só pra mim, com água a 34ºC, num lounge com grandes janelões de vidro e cercado de verde (um pouco barulhento, é verdade, já que fica em plena alameda santos). fiquei lá mais de 1 hora, de molho. se eu fosse um bacalhau, teria perdido todo o sal...

saí da água e fui pro "caminho das pedras", que consiste em 3 espelhos d'água de mais ou menos 1 metro de comprimento cada um, forrados de seixos soltos, sendo o 1º e o 3º com água (bem) quente, e o do meio com água fria. deve-se andar vagarosamente sobre as pedras, o que estimula a circulação e favorece as articulações.
no começo eu gostei, mas depois começou a ficar ruim, machucando os pés, talvez porque eu não tenha o hábito de andar descalça.

não gosto de sauna, não me sinto muito bem lá dentro, por isso nem entrei.

voltei pro "molho", e lá teria ficado até o final da tarde se não tivesse aparecido um gringo de roupão (é, o louge é unissex) que ficou sentado na espreguiçadeira me olhando com cara de: "e aí, vai desocupar essa banheirona ou vou ter de entrar junto?". disfarcei uns minutinhos com aquele arzinho bem blasé, e acabei saindo.
eu nem tinha amarrado o cinto do roupão ainda e o gringo já estava lá dentro, sentadão. nem me falou boa tarde, o mal educado!

o fato é que eu gostei muito da mordomia toda, e queria poder fazer isso pelo menos uma vez por semana, mas isso é coisa de gente rica (dá uma olhada nos preços, dá!), e eu não sou rica! que pena...


segunda-feira, 28 de setembro de 2009

bateu asas e voou...




o último passarinho bateu asas hoje, agora há pouco.

espero que ela seja muito, muito feliz no seu vôo a dois.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

medo de dentista, eu?!?!?!?!?

já falei aqui sobre meu medo de dentista, e sobre a dentista m-a-ra-vi-lho-sa que eu encontrei, e que me fez adormecer durante um tratamento de canal.

pois bem, semana passada eu precisava substituir umas restaurações, daquelas antigas, prateadonas, feias, horrorosas! aí ela, muito jeitosinha, me disse que não precisava anestesiar porque os dentes tinham canal tratado, e que eu não sentiria absolutamente nada, ela garantia.

bom, confiei nela, fechei os olhos e viajei! só não dormi porque o sugador estava numa posição meio ruinzinha, que me incomodava um pouco.

muito bem, findo o servicinho, o que ela me diz?

- fátima, você não tem mais nenhum trauma de dentista, porque eu tive de abrir um dente sem canal tratado, e você nem reclamou!

eu fiquei surpresa - ninguém, nunca, jamais, em tempo algum, tinha colocado a mão em minha boca sem antes anestesiar, ainda mais num dente com nervo vivo -, e concluí que era o medo da dor que me fazia sentir dor, ou seja, eu ficava tão tensa sempre que me sentava na cadeira de tortura, que acabava sentindo dores que não existiam de verdade. brilhante eu, não?

vai daí que hoje eu cheguei lá, sentei e ela me disse:

- vou trocar essa restauração do dente da frente, que não tem canal tratado, mas não vou anestesiar, porque essa é uma região muito chata pra anestesia, pega parte do nariz, a frente do rosto, bla, bla, bla... confie em mim, não vai doer, mas se você sentir qualquer friozinho, me avise!

gente, não doeu!!!! não tinha canal, eu sabia disso, e mesmo assim não doeu!! aquela minha teoria ali de cima foi por água abaixo, né?

falei pra ela que eu ia sair do consultório e comprar uma cueca, porque estava ficando era macho pra caramba!!!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

ansiedade mode on

a filha mais velha resolveu juntar os trapinhos, as dezenas de sapatos, de tênis all star, de colares e de bolsas, e morar com o namorado.

por conta disso a ansiedade aqui em casa tá bem alta.

ela tinha achado um apartamento pra alugar num prédio super legal da av. paulista, a três quadras do meu, ao lado da faculdade dela, mas que tinha uma cozinha feia e muuuito pequena, e uma área de serviço que não passava de um corredor minúsculo com um tanque no final. o único lugar possível para a máquina de lavar era em frente ao tanque, ou seja, só daria pra usar o tanque passando por cima dele!
em compensação, tinha janelões imensões, do tamanho das paredes, e chão forrado de tacos lindos e bem conservados.

no sábado apareceu outro, na minha rua, do mesmo tamanho, mas com uma cozinha lindinha e maior, área de serviço decente - dá até pra usar o tanque, olha só! - muito bem iluminado também, armário maior, mas com um inconveniente: chão forrado com carpete.

ela botou tudo na balança e resolveu ficar com o segundo.

restava saber se o segundo queria ficar com ela, e se queria ficar até o começo da tarde, horário em que ela deveria encaminhar a documentação confirmando o interesse no primeiro.

ô sufoco, viu! ele resolveu querer no último segundo do último minuto da última hora!

agora faltam alguns móveis, pratos (panelas ela já ganhou e talheres já comprou), copos, alguns eletrodomésticos, cortinas, vassoura, rodo, pano de prato, cesto de lixo, tábua de carne, tapetes, vasos, toalhas, jarra, assadeira, bandeja ... deus do céu! uma casa precisa de tanta coisa, né?

eu fico triste porque vou perder a minha amiga, e porque não vou poder mais dividir sapatos, bolsas e colares - a menos que eu ande uns 100 metros até o apartamento dela -, mas fico contente porque ela está feliz, e vai continuar por perto.

na mesma rua, num espaço de menos de 300 metros, moramos eu, o filho e agora irá a filha. só a caçulinha é que fica longe, é uma pena...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

enquanto a bola rola, eu penso...

às vezes eu fico pensando que se toda essa gana e essa energia que têm os torcedores de futebol fossem direcionadas para alguma coisa mais útil, o país talvez estivesse bem melhor.

eu penso nisso quase todas as 4ª feiras à noite, principalmente quando tem jogo do corinthians...

terça-feira, 21 de julho de 2009

dá pra morrer de tédio?

tédio, tédio, téééééédio....

faz uma semana que estou em casa, me recuperando de uma cirurgia.

aindo sinto dores, o que me impede de ficar de pé ou sentada numa só posição por muito tempo - e por muito entenda-se coisa pouca, de 5 ou 10 minutos. então eu fico mais deitada, ou melhor recostada, o dia todo no sofá. cada vez que quero me levantar preciso de ajuda, o banho precisa de ajuda, pra me vestir preciso de ajuda, pra fazer xixi de noite preciso acordar o marido pra me ajudar a sair da cama.

ai que saco!

a filha mais velha está em férias, do trabalho e da escola, servindo de enfermeira (ótima, diga-se de passagem!). tadinha, tá sofrendo sem poder sair de casa.

a filha caçula me trouxe 16 livros; eu peguei uns 5 ou 6 lá em itu pra reler (adoro isso!); tem mais de 10 filmes gravados pra assistir, e... cadê a vontade? estão todos lá, olhando pra mim, esperando que eu crie ânimo.

me lembro que quase 2 anos atrás, também por conta de uma cirurgua meu marido ficou hospitalizado 4 ou 5 dias e, depois, mais uns tantos em casa, de repouso. ele, que é um leitor muuuito mais voraz que eu, que vive reclamando não ter tempo pra ler as dezenas de livros e revistas que se acumulam na mesa de cabeceira, também não conseguia. acabou voltando a trabalhar antes da alta médica.

ontem pela primeira vez eu dei uma olhadinha no jornal. hoje é a primeira vez que me sento aqui na escrivaninha e abro o blog; tentei antes "navegar" deitada, com o notebook, mas não tive ânimo nem posição adequada.

conclusão: ficar à toa é muito bom quando você quer ficar, não quando é obrigada. aí não tem a menor graça

quinta-feira, 16 de julho de 2009

voltei!!

oi, meninas!

estou parcialmente de volta. estou em casa, mas não não consigo ficar sentada mais que alguns minutos.

agora estou postanto deitada, numa posição bastante chata. daqui a uns dias estarei novinha em folha!

obrigada pela força e pela preocupação de todas!

beijos!!

domingo, 12 de julho de 2009

no estaleiro




olá, meninas!

estive ausente daqui por uns dias, com visitas em casa. foram embora hoje.

e a partir de amanhã estarei ausente de novo, por uns poucos dias, porque farei uma cirurgia.

não é nada grave, mas como cirurgia é cirurgia, mas peço reza àquelas que são de reza, vibração àquelas que são de vibração e torcida àquelas que sao de torcida, tá? vai ser às 9 da manhã.

beijos, e até breve!

terça-feira, 7 de julho de 2009

eu sou esquisita...




queria saber uma coisa: tem dias que vocês não têm vontade de entrar e postar no blog, nem de visitar outros blogs, e muito menos de comentar?

acho isso tão estranho!
em alguns dias eu fico frenética de vontade de postar e de ler o que vocês andaram escrevendo e fazendo por aí; em outros, não tenho nenhum pique, nenhuma curiosidade.

tem dias que eu comento em todos os blogs por onde passo; tem dias que eu passo quietinha, quietinha (como hoje).

bom, por um lado, sei que é um bom sinal: significa que não estou viciada, né? sim, porque vício não tem trégua, não tem esse negócio de dia sim, dia não...

me digam: só eu sou assim, esquisita?

sexta-feira, 3 de julho de 2009

hoje eu tô feliz!!




meninas,

obrigada pela preocupação!

é ótimo poder contar com as pessoas quando a gente está triste, ou está puta da vida, enfim, quando alguma coisa acontece e muda a rotina de nossas vidas.

tudo foi resolvido!

a filha já está melhor, mais tranquila. feliz da vida porque suas coisas não foram levadas.

o carro vai para a oficina, para recolocarem algumas de suas entranhas que estão expostas.

nós concluímos que eles ficaram com medo de ter rastreador no carro, e por isso o abandonaram tão perto de casa. só pode ser isso, porque senão, o que explica alguém apontar um revólver pra cabeça de alguém, pegar sua mochila e o seu carro, e depois abandonar o carro 6 quadras adiante, ficando somente com a mochila (deixando tudo o que tinha dentro, menos o ipod e um ingresso de show - 0u eles têm o mesmo gosto musical da nati, ou vão revender o ingresso)?
não era mais fácil pegar a mochila logo de cara??????

as crianças ficaram meio "revoltadas" com o caso, e estão querendo que o carro seja substituido por um modelo menorzinho. ainda não sei o que vamos fazer.


mais uma vez, obrigada pelo apoio!!

ah, pensei bem, e não quero que diminua a temperatura do inferno, não. deixa eles fritarem lá!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

acharam o carro!

estava na alameda campinas, a 5 quadras da minha casa, e a 6 quadras do local do roubo.

por fora todo OK, por dentro cheio de fios soltos. parece que tentaram desativar o alarme - não sei qual a razão, já que estavam com o controle.

ainda não sei se levaram alguma coisa de dentro, mas parece que não. o marido está na delegacia, providenciando a liberação (a polícia ligou às 16:30 h, e desde então estamos às voltas com isso).

detalhe: enfeitado com uma multa de estacionamento em local proibido!

atualização: levaram só o ipod da filha, um ingresso de um show e a mochila. o resto (cartão de crédito, talão de cheques, agendas, livros, moleskine, cachecol, chaves de cada e mais um monte de coisinhas) estava tudo lá, bonitinho, dentro de uma sacola.

também não levaram os cd's do carro, nem os documentos.

gente, acho que vou diminuir a temperatura lá do inferno dos moços, viu?