Estava à toa na vida, navegando a esmo enquanto o Corinthians enfrentava o Boca e o marido pirava aqui do lado de nervosismo, e li isso aqui. Sabe quando parece que vc foi fonte de uma matéria, porque enxerga no texto exatamente uma experiência que viveu?
Há alguns poucos anos [ai, como eu sou jovem! :)], uma amiga então querida estava prestes a se casar quando simplesmente surtou (noiva-monstro!). Mandou um e-mail malcriado, desancando tudo o que era importante para mim (sabe tudo? Então. Tudo mesmo) apenas para dizer que estava "sentindo" que eu não iria ao casamento dela.
Aquele e-mail me magoou profundamente. Porque eu gostava dela. Porque ela foi egoísta e má. Porque, afinal, eu ia à porcaria do casamento. E porque talvez uma noiva pirada não esteja no melhor momento para "sentir" muita coisa.
Bem, eu não fui a lugar nenhum. Eu só chorei, nem respondi a ela. No fundo, eu esperava que, passado o nervosismo do casamento, ela se desculpasse pelas grosserias e pelo egoísmo da coisa toda. Mas isso não aconteceu, então, um tempo depois, acabei respondendo ao e-mail. Fui grossa, mas não me arrependo. Ela tinha sido incrivelmente egoísta (opa, já usei essa palavra antes? Ah, talvez eu ainda a use algumas vezes enquanto falar do assunto).
No fim, claro, rompemos a amizade. Não consigo sentir falta dela, a mágoa foi grande demais, não sobrou espaço para isso. Até tentei ser nobre e deixar para lá, mas não superei, so sorry.
Enfim, isso é só um desabafo, porque quando li aquele texto a coisa toda me voltou à cabeça.
Fica o alerta: vc vai se casar com a pessoa que ama? Ah, que gracinha, parabéns. Seus amigos com certeza torcem por vc e pela sua felicidade. Mas, sabe, eles têm vida própria. Com família, trabalho, amores e problemas só deles. Eles não pensam sobre o seu casamento o tempo todo.
Se alguém ficar surpreso com o que eu acabei de escrever, talvez deva repensar um pouco: o nome disso é egoísmo – e egoísmo não rima nada, nada com amizade.
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quinta-feira, 28 de junho de 2012
sexta-feira, 16 de março de 2012
♪ eu não sou daqui ♪
meu marido tem alguns amigos, amigos mesmo, do tempo do ginasial (pra quem é novinho: ginásio corresponde à parte final do ensino fundamental, da 4ª à 8ª série) e colegial, do colégio conde josé vicente de azevedo, no bosque da saúde, aqui em são paulo.
quando se encontram ficam se lembrando dos colegas, dos professores, dos "causos"...
agora ele e mais 2 vão fazer um blog que será meio que uma continuação de um jornal que editavam lá na época do colegial, guardadas as diferenças de época, de arrebatamento, de liberdade de expressão e por aí vai. até o nome será o mesmo.
confesso que morro de inveja dessas amizades de tantos décadas, que continuam fortes a ponto de partilhar um blog.
eu nasci na casa do meu avô paterno, em colina, numa grande fazenda onde ele tinha um armazém - que era chamado de "venda" - que vendia de tudo um pouco aos colonos.
depois dessa fazenda, e até os 7 anos, morei em casas de colônias em outras fazendas, ou em sítios isolados. aos 7 anos fui pra cidade, onde fiquei por cerca de 1ano e fiz o 1º ano primário. não consegui estabelecer nenhum vínculo com nenhum desses lugares, porque foi muito pouco tempo em cada um.
aos 8 vim pra são paulo e fui morar na zona norte, no jardim brasil, onde terminei o primário e fiz o ginásio. eu não era paulistana, e não me sentia assim. ali não era o meu lugar.
depois fui estudar em santana, com uma turma completamente nova, e ali também não era o meu lugar, eu só estava lá.
então, eu sinto que, tanto criança quanto adolescente, eu estive de passagem nos lugares, ou assim me senti, e acho que foi isso que atrapalhou minhas amizades e bloqueou minha memória.
eu me lembro de pouquíssimas pessoas que estudaram comigo, de pouquíssimos professores, e é como se todo aquele período se resumisse a um rápido trailer, com pouquíssimas cenas meio desfocadas e atores sem rosto.
aliás, na minha toda tem sido assim. eu nasci e morei 7 anos em colina, mas nunca me senti colinense; morei dos 8 aos 31 em são paulo e não era paulistana, aliás, odiava a cidade; fiquei em são joão da boa vista 2 anos e nunca fui sãojoanense; em itu foram 16 anos sem ser ituana; desde 2006 de volta a são paulo, estou começando agora a gostar da cidade e, quem sabe, a me tornar paulistana.
será que dessa vez vai?
domingo, 27 de março de 2011
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
curso de especialização em shampoo?
tenho 53 anos e cabelos oleosos desde sempre. além de oleosos são bem finos e lisos de uma maneira desajeitada. eu uso tintura já há bastante tempo para clarear um pouco o tom castanho, e faço luzes em tons um pouco mais claros. também faço uma tal de escova inteligente pra que o liso seja um liso mais ajeitado.
mais porque estou contando isso? pra dizer que, desde adolescente, sempre usei shampoo pra cabelo oleoso. comecei comprando aqueles "travesseirinhos", alguém se lembra? acho que eram da colorama. nunca usei shampoos caros e muito menos os importados. nos últimos anos andei comprando o da phytoervas (era de jaborandi, ótimo; agora é de aquiléia e gengibre, médio).
uns 3 anos atrás um infeliz de um cabeleireiro (um maioral do soho da alameda campinas, do qual fiz questão de esquecer o nome) fez umas luzes que acabaram com o meu cabelo. fiz um monte de hidratações, mas nada resolveu. aí comecei a usar o shampoo e o condicionador pantene "restauração profunda", e foi ótimo! continuei usando, intercalando com o phytoervas, mesmo não sendo pra cabelo oleoso, pq fica super macio e cheiroso.
ontem fui ao supermercado e, como não tinha o phytoervas, resolvi procurar outro. gente, quase chorei nas prateleiras! quiquiéaquilo? tem shampoo pra tudo, absolutamente tudo, menos para os 3 pretinhos básicos: oleoso, normal e seco. quer dizer, até tem, mas dá um trabalho desgraçado pra achar!!
só da popular marca "seda", tinha um exército colorido! parecia caixa de lápis de cor: azul, amarelo, rosa, roxo, verde, vermelho...
hoje tive a curiosidade de entrar no site deles e contei. são dezessete shampoos - sem contar os condicionadores, cremes de tratamento e sei lá o que mais.
e o pior é que, lendo a "bula", a gente acaba achando que precisa de quase todos. para o meu cabelo seriam necessários oito deles, além do óbvio.
e o pior é que, lendo a "bula", a gente acaba achando que precisa de quase todos. para o meu cabelo seriam necessários oito deles, além do óbvio.
e os ingredientes então? cada coisa.... precisa ser especialista pra entender, selecionar e comprar!
querem ver? vamos lá:
1 - sem sal, com bio queratina (?) pra tirar resíduos e preparar para o tratamento reconstrutor - preciso disso? acho que não.
2 - fórmula com kerobá, para recuperar a vitalidade, fortalecer e dar brilho - ok, eu quero cabelo forte e brilhante.
3 - enriquecido com cálcio, faz crescer melhor - não obrigada, senão gasto mais no cabeleireiro.
4 - com micro ceramidas que evitam que as escamas fiquem abertas - peixes devem adorar, né? mas será que as minhas estão abertas? oh, god!
5 - com melanina, dá brilho aos cabelos escuros - não é o meu caso.
6 - tem proteína hidrolisada, pra tirar o frizz e manter a chapinha o dia todo - desse a minha franja precisa.
7 - a aqua lisina deve ser mais poderosa que a proteína hidrolisada, pq mantem o liso desde a raiz, mas não tira o frizz - e agora? melhor o 6 ou o 7?
8 - com a tecnologia aqua-resistant (oi?) e o filtro uv, deixa o cabelo impecável qualquer que seja o clima - bom, se segurar a onda do meu no veraozão, com suor e tudo, eu quero esse.
9 - o micro-colágeno dá movimento, define e realça as camadas - detesto camadas definidas!
10 - com pró-retinol, dá maior resistência à queda devido à quebra - opa! desse eu preciso, pq tô quase ficando careca.
11 - a fórmula com zinco piritiona (quequiéisso?) combate a caspa, e o complexo umectante devolve a "umectação" perdida (gente, é isso que tá escrito no site, mas tá errado. umectação é o ato de tornar úmido. a palavra correta é "umidade", ok?) - é, ninguém gosta de caspa, né?
12 - a elastina define as ondas e dá movimento - gracias, no lo quiero.
13 - com hydro elastina, para deixar os cachos comportados - infelizmente não tenho cachos.
14 - tem na fórmula micas luminosas (que raio é isso???) que ativam o brilho - não sei pq, mas me fez lembrar de extraterrestres...
15 - com chocolate e sem sal (não combinam mesmo, né?), pra cuidar do cabelo quimicamente tratado - bom, se eu faço tintura, luzes e escova inteligente de vez em quando, então preciso desse também.
16 - tem guaraná, que dá brilho aos cabelos normais - ufa! as coisas começam a ficar mais claras, mas meu cabelo não é normal...
segunda-feira, 8 de março de 2010
virtual ou real?
quando eu era criança, além de morar na roça, morei um ano numa cidade bem pequena, numa ocasião em que meu pai, por razões que não vêm ao caso, teve um restaurante.
me lembro que tínhamos um telefone de parede, que era uma caixa de madeira retangular, com um bocal fixo e um fone preto e pesado que ficava preso num gancho ao lado.

era parecido com esse, mas não tinha disco. a gente tirava o fone do gancho, a telefonista atendia, a gente pedia o número e ela ligava. os números (na minha cidade) tinham só 2 dígitos, vejam só!
se a ligação fosse para outra cidade, tinha de ser planejada previamente. me lembro que, quando minha mãe queria falar com uma tia que morava em são paulo, ela pedia a ligação bem cedinho, e ficava aguardando, às vezes o dia todo. como a tia não tinha telefone em casa, só no trabalho, a ligação tinha de ser completada até as 18 horas; se não fosse, ficava para o dia seguinte...
e a coisa era complicada! a telefonista de uma cidade se comunicava com a colega de outra cidade, que fazia uma espécie de "ponte" para chegar a são paulo.
quando enfim se completava a ligação, ninguém podia fazer barulho, pq o som era péssimo, cheio de ruídos. às vezes se ouvia tão mal, que nem dava pra conversar direito.
telefonemas, portanto, ficavam restritos a assuntos urgentes, que não podiam esperar o tempo que demorava uma carta - não sei qual era esse prazo, mas devia ser longo.
mesmo assim, todo mundo vivia muito bem. negócios eram feitos, namoros evoluíam até o casamento, amizades perduravam, fofocas pipocavam, o mundo girava e a lusitana rodava...
o tempo passou - estou falando de uns 45 anos - e hoje praticamente todo mundo vive grudado a um telefone celular. ninguém sai de casa sem ele. é como uma peça de roupa, essencial.
criamos uma dependência tão grande que, se esquecemos em casa o aparelhinho, ficamos nervosos, como se nesse período de separação fosse acontecer algo muito, muito grave sem o nosso conhecimento.
como se não bastasse o telefone, agora os aparelhos também nos conectam à internet, então temos ("temos" não, pq eu não tenho desses modernosos) acesso 24 horas ao correio eletrônico, twitter, facebook...
as pessoas recebem e respondem seus correios eletrônicos de qualquer lugar: mesa de restaurante, metrô, sinal fechado, volante de carro, fila de supermercado...
o blackberry da minha filha vive apitando, alertando que chegaram e-mails novos (o marido hoje reclamou que ele apita inclusive durante a noite).
vive-se, portanto, conectado ao mundo virtual - ao real, nem sempre...
ah, e tem os joguinhos! meu genro, por exemplo, o que reclama dos apitos noturnos, é um que não desgruda do seu aparelho: vive jogando paciência spider, esteja onde estiver. e paciência, como se sabe, é jogo pra um só.
a folha de são paulo publicou hoje 2 textos, um da danuza leão e outro de vinícius queiróz galvão, ambos sobre problemas de relacionamento pessoal gerados pelo uso do celular. vale a pena ler.
me lembro que tínhamos um telefone de parede, que era uma caixa de madeira retangular, com um bocal fixo e um fone preto e pesado que ficava preso num gancho ao lado.

era parecido com esse, mas não tinha disco. a gente tirava o fone do gancho, a telefonista atendia, a gente pedia o número e ela ligava. os números (na minha cidade) tinham só 2 dígitos, vejam só!
se a ligação fosse para outra cidade, tinha de ser planejada previamente. me lembro que, quando minha mãe queria falar com uma tia que morava em são paulo, ela pedia a ligação bem cedinho, e ficava aguardando, às vezes o dia todo. como a tia não tinha telefone em casa, só no trabalho, a ligação tinha de ser completada até as 18 horas; se não fosse, ficava para o dia seguinte...
e a coisa era complicada! a telefonista de uma cidade se comunicava com a colega de outra cidade, que fazia uma espécie de "ponte" para chegar a são paulo.
quando enfim se completava a ligação, ninguém podia fazer barulho, pq o som era péssimo, cheio de ruídos. às vezes se ouvia tão mal, que nem dava pra conversar direito.
telefonemas, portanto, ficavam restritos a assuntos urgentes, que não podiam esperar o tempo que demorava uma carta - não sei qual era esse prazo, mas devia ser longo.
mesmo assim, todo mundo vivia muito bem. negócios eram feitos, namoros evoluíam até o casamento, amizades perduravam, fofocas pipocavam, o mundo girava e a lusitana rodava...
o tempo passou - estou falando de uns 45 anos - e hoje praticamente todo mundo vive grudado a um telefone celular. ninguém sai de casa sem ele. é como uma peça de roupa, essencial.
criamos uma dependência tão grande que, se esquecemos em casa o aparelhinho, ficamos nervosos, como se nesse período de separação fosse acontecer algo muito, muito grave sem o nosso conhecimento.
como se não bastasse o telefone, agora os aparelhos também nos conectam à internet, então temos ("temos" não, pq eu não tenho desses modernosos) acesso 24 horas ao correio eletrônico, twitter, facebook...
as pessoas recebem e respondem seus correios eletrônicos de qualquer lugar: mesa de restaurante, metrô, sinal fechado, volante de carro, fila de supermercado...
o blackberry da minha filha vive apitando, alertando que chegaram e-mails novos (o marido hoje reclamou que ele apita inclusive durante a noite).
vive-se, portanto, conectado ao mundo virtual - ao real, nem sempre...
ah, e tem os joguinhos! meu genro, por exemplo, o que reclama dos apitos noturnos, é um que não desgruda do seu aparelho: vive jogando paciência spider, esteja onde estiver. e paciência, como se sabe, é jogo pra um só.
a folha de são paulo publicou hoje 2 textos, um da danuza leão e outro de vinícius queiróz galvão, ambos sobre problemas de relacionamento pessoal gerados pelo uso do celular. vale a pena ler.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
burocracia brasileira à moda suíça
meu irmão mora na suíça, em basileia, já há 9 anos.
minha mãe vai vender a casa dela - que na verdade é nossa também, "herança" do papai - e para isso precisamos de uma procuração dele (irmão).
da última vez que ele esteve aqui nós resolvemos que seria bom que eu ficasse com uma procuração pra resolver probleminhas que às vezes surgem. os dias foram passando e, na véspera do embarque, à tarde, ele resolveu ir ao cartório. chegamos lá e não fizeram o documento porque a cédula de identidade dele estava um horror, manchada, desbotada, descolada, ilegível. como não dava tempo de ir ao poupatempo tirar uma nova, fiquei sem a tal procuração.
bom, hoje de manhã ele foi ao consulado brasileiro na suíça, em zurique. prevenido, já havia telefonado antes e se informado a respeito dos documentos necessários - só faltou pedirem a carteirinha de vacinação e batistério, segundo ele.
bom, fizeram lá a procuração com plenos poderes, mas se recusaram a fazer uma com poderes específicos para venda de imóveis. daí informaram que vão encaminhar, via correio, uma minuta para aprovação, talvez na próxima semana. aí meu irmão devolve, também via correio (oi? esse povo nunca ouviu falar de e-mail?) , e eles fazem o documento definitivo, que será remetido novamente pelo correio. não sabem informar quantos dias demora esse procedimento todo.
quando a minha filha caçula estava viajando, precisou me passar uma procuração urgente. estava em portugal. foi ao consulado em lisboa e, em algumas horas, resolveu tudo e saiu de lá com o documento nas mãos.
meu irmão concluiu que lá em zurique somou-se a burocracia brasileira com a precisão suíça - que faz com as coisas andem mais lentas!
segunda-feira, 25 de maio de 2009
sábado, 9 de maio de 2009
sono!!
só consegui sentar aqui em frente ao teclado agora há pouco. esses dias eu ando meio enrolada.
hoje minha mãe está aqui em casa, e a gente hoje bateu perna por aí, depois ficou horas cozinhando, então não sobrou tempo.
prá complicar, agora eu arrumei um sócio no computador: o neto. é só eu ligar e ele vem "procurar no youtube". como eu não resisto, acabo vendo com ele um moooonte de vídeos de musiquinhas . daí só sobra a madrugada, quando eu tô morta de sono, e o tico e o teco já nem olham mais um pro outro.
então, meus amores, eu vou pra cama, porque o neto ficou pra dormir aqui hoje, e amanhã, lá pelas 8 horas, eu vou ouvir aquela vozinha doce: "vovozinha, acorda!"