quinta-feira, 12 de março de 2009

estou triste, muito triste


zélia, pelos olhos - e traços - do meu netinho

há pouco mais de 1 hora faleceu uma amiga.

ela descobriu um câncer de pulmão, com metátase óssea, alguns anos atrás. operou e, graças a um desses medicamentos de ponta, viveu muito bem - e intensamente - o seu tempo final. tinha algumas restrições, como não poder pegar peso - o que incluía sua neta, andar com uma certa claudicação...

por conta da quimioterapia perdeu os cabelos, mas recuperou parte deles (nos últimos meses, e não sei porque não antes, estava usando uma peruquinha muito bonitinha); em virtude de tratamentos complementares com corticóides, ganhou muito peso, ficou inchada durante um período, mas já havia se recuperado.

nada disso a impediu de viajar, de sair todos os finais de semana para almoçar, para jantar. o seu pique, às vezes, era maior que o dos amigos.
o último mês, entretanto, parece ter sido horrível, e a família optou por não compartilhá-lo.

nós não nos víamos muito. saíamos p/ jantar ou churrasqueávamos quando eu ia prá minha casa no interior, e nos últimos tempos eu não tenho ido com frequência.
quando eu estive lá no final do ano parece que nos despedimos: eu e o marido passamos uma tarde com ela e o marido, tomamos café, comemos bolo, e eu a deixei lavar as 4 xícaras, sob o olhar reprovador do marido, que não lhe permite - permitia, desculpe - essas pequeninas extravagâncias.
ela me disse que ficou muito feliz, pq. se sentia capaz de fazer isso, mas sempre havia alguém por perto e não deixava.

na noite seguinte ela foi à minha casa, ver o meu neto, que ela adora - adorava. sentou-se no sofá e eu o coloquei no colo dela por alguns minutos. ela abraçou-o gostoooso! foi uma despedida e eu não sabia...

ontem à noite eu fiquei sabendo que ela vai - ia - ser vovó novamente. deixei um post-it no monitor, prá ligar hoje para a filha dele, parabenizando-a. não deu tempo.

agora ela se foi e, por mais que eu soubesse que isso ia acontecer, por mais que eu estivesse pronta, não consigo parar de chorar, não consigo deixar de ficar triste. a morte é uma merda mesmo!

prá quem agora a gente vai fazer picanha sola de sapato nos churrascos, heim, dona zélia?

terça-feira, 10 de março de 2009

estava à toa na vida...




estava eu, minutos atrás, no quarto, consertando uma calça do marido e ouvindo o bate-bate infernal de uma reforma interminável num apartamento do prédio vizinho quando, de repente, uma mulher começou a cantar, com uma voz maravilhosa, e se sobrepondo às marretadas, "eu e a brisa".

saí à janela, mas não consegui descobrir de onde vinha a voz.

cantou, em seguida, "alguém me disse", com mais emoção ainda.
não me contive e, ao final da música, bati palmas, na esperança de que, com isso, a mulher aparecesse.

acho que era tímida, porque parou de cantar, e eu não descobri quem era...

segunda-feira, 9 de março de 2009

coleção

já falei aqui, aqui, aqui, aqui, e vou falar ainda muitas vezes da minha paixão por galinhas.vai aí mais uma amostrinha da coleção.



de tecido, palha, e aromatizadas com pauzinhos de canela. comprei em... canela/rs


entalhada em madeira super leve, tipo teca, e colorida com pigmentos naturais. trouxe de santiago, chile.

feitas por figureiros de taubaté, foram compradas em campos de jordão.


essa eu achei no mercadão de belo horizonte. é de madeira e tem o olhar tristonho.


também de madeira, essas foram trazidas de praga pela filha caçula - ela passou por 14 cidades de 7 países, e de cada uma me trouxe alguma coisinha com galinhas, ainda que fosse um chaveiro ou uma colheirinha p/ alimentar o neto :)



a de vidro, que está vazia, mas costuma guardar balas e bombons, ganhei da irmã, no último natal.
a outra veio de minas gerais, de presente da cunhada, e guarda folders de restaurantes/pizzarias deliverys e cadernos de receitas/receitas avulsas.




domingo, 8 de março de 2009

impossível não lembrar



neste dia 08 de março, impossível esquecer que ser mulher, às vezes, é sofrer por isso antes mesmo de atingir a adolescência, e ainda por cima aguentar a hipocrisia da igreja católica.