sexta-feira, 19 de junho de 2009

28,7% dos paulistanos têm dor crônica

"Quase um terço dos paulistanos sofre com dores que já se tornaram crônicas. A Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) entrevistou 2.401 pessoas e concluiu que 28,7% têm o diagnóstico. Entre as principais causas estão as dores na coluna, dor de cabeça, enxaqueca e transtornos psiquiátricos como a ansiedade e a depressão.

A dor crônica se caracteriza pela presença constante ou periódica de episódios de dores por um período mínimo de três a seis meses. Alguns pacientes, no entanto, relatam casos que chegam a durar anos. O levantamento da USP, que teve a participação do laboratório Janssen-Cilag, aponta também outra conclusão: as mulheres sofrem mais com o problema do que os homens. Enquanto 20% dos homens afirmam ter dores crônicas, entre as mulheres esse índice chega a 34%.

"Os motivos ainda não são claros, mas existem algumas hipóteses como a alteração do perfil hormonal durante o período pré-menstrual", diz a enfermeira Karine Leão Ferreira, do Grupo de Dor do HC. Porém, dizem os médicos, uma coisa é certa: o tratamento precisa passar por diferentes áreas da medicina. No HC, fazem parte do Grupo de Dor fisioterapeutas, psicólogos e educadores físicos, além dos médicos.

Também chama a atenção a prevalência de dor crônica entre jovens de 18 a 29 anos: 20%. O índice é considerado alto pelos especialistas. As causas estão associadas principalmente ao estilo de vida. Sedentarismo, obesidade, stress e automedicação formam uma combinação propícia para que cada vez mais jovens tenham dores crônicas. A pesquisa da USP revela um indício do problema. Cerca de 40% dos obesos e 30% das pessoas com sobrepeso ouvidas relataram sofrer com dores constantes.

"Hoje, as pessoas estão mais suscetíveis a fatores estressantes e depressores, o que piora ainda mais os casos de dor", alerta Manoel Jacobsen, chefe do Grupo de Dor. Jacobsen afirma que muitos médicos ainda têm dificuldades para diagnosticar corretamente os casos de dores crônicas e que os pacientes devem procurar serviços especializados para obter tratamento. Desde que corretamente tratadas e dependendo das causas, a dor crônica pode ser curada. "Toda dor tem tratamento e algumas delas, como a fibromialgia, podem ser completamente revertidas", diz."
aqui, ó.


7 comentários:

Eliene Vila Nova disse...

oi amiga
que Deus cure todas as suas dores, entregue a sua vida à ele, peça e serás atendida
um final de semana abençoado
beijos

dollystar disse...

Fátima vc abordou um tema legal
Acredito que o povo vive sobre a pressão do stress, da vida corrida, dos inúmeros encargos que vão assumindo e todos esses componenetes vão desgastando ossos, sobregarregando órgãos com constantes descargas de adrenalina..fora isso ainda tem-se postura, colchões e cadeiras inadequados e por ai vai...a somatória de tudo isso é manifestada através de dores que não sendo cuidadas no início vão responder lá na frente com sérios comprometimentos..mas quem consegue ser atendido nesses ambulatórios de dor? As filas de espera são muito longas.
Vc conhece a unidade de fisioterapia do HC que fica ai na Vila Mariana, ao lado do Liceu Pasteur? alí atendem SUS, convênios e particulares e o atendimento é de 1° mundo. Como eu morava praticamente ao lado, fiz até acumputura lá..As fisiatras todas laureadas, atenciosas; a equipe de fisioterapeutas também fantástica e me parece que estão interligadas com a Clinica de dor do HC.
Bjs bom final de semana e parabéns pelo tema!

Isabela Kastrup disse...

Queridaaa, que saudade d você! Poxa, esse post é bem triste. Ninguém merece viver com dor, né? Já passei por uma fase bem complicada, sentindo dores insuportáveis, sei bem como é. Afeta todas as áreas da nossa vida, né? Estou torcendo para que fique tudo bem!
Te cuida lindona!
Beijos

Cris disse...

Virei estatística...coisa triste né?

Moni disse...

eu não moro em sp, e já tive esse problema.. uma dor no pescoço me tirou do séio e durou uns 3 meses... rs.. hj to bem melhor, mas é só passar raiva q ela volta! bjks

Wlady disse...

acho que é o preço da vida moderna!
bjk

Wlady disse...

completando: infelizmente!